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Arquivo da tag: VIOLÊNCIA

De onde falamos, como falamos e para quem falamos…


opressc3a3o   Falamos ou repetimos ideologias historicamente manipuladas, escritas em livros publicados pelo capital econômico, selecionadas à dedo pelas elites políticas dominantes para serem indicadas como referência dentro de academias? Quantos tipos de academias temos com o sucateamento promovido nas Universidades Públicas em favor do ensino privado, quase sempre de qualidade duvidosa? É certo que nas públicas temos seres pensantes com opinião própria, mas também sabemos de seletos grupos que decidem quem, como, quando e com que direcionamento vai fazer “ciência”, principalmente na área de humanas.

Comum é ouvirmos que essa ou aquela banca é tradicional, conservadora e/ou reacionária, o que vem traçar lamentáveis rumos para a “produção” (reprodução?) científica.

Não se pode contestar ou refugar autores seculares, milenares, que, sem descartar o valor que tiveram à sua época e para sua realidade política, muitos necessitam, no mínimo, de uma releitura e adaptação à aos tempos contemporâneos para que sirvam, ao menos, de referência bibliográfica (é chique).

Da mesma forma não se pode contestar, oferecer novas fronteiras, ou acabar com elas, no que diz respeito a tipologia de forma de governo, partição de poderes pensamento liberal e neoliberal, temos que respeitar a pseudo democracia do capital, e engoli-la…

Já se imaginou dentro de uma academia contestando Aristóteles, ou pior, um midiático Doutor Professor campeão de venda de livros? Será expurgado ao inferno, e não será o de Dante, já que alguns são a imagem do paraíso.

Saímos da academia repetindo antigas e emboloradas ideologias (já disse aqui que bolor pode matar), travestidas, com roupagem nova e bonitos nomes novos, com um brilhante discurso pré-estabelecido de um futuro maravilhoso que nada mais é que a manutenção de um passado que somente favoreceu à subjugação e acúmulo de capital.

É com esse discurso maravilhoso e diploma debaixo do braço que, do alto de sapatos italianos, ternos ingleses, whisky escocês e charutos cubanos, alguns com Rolex no braço e carros importados, que insistimos em convencer a todos nós mesmos que sabemos o que é melhor para o futuro, com fundamento em profetas do passado. Dizemos ao restante de nosso povo, com ajuda dos meios de comunicação, que nós é que sabemos o que eles querem e precisam, o que é melhor para eles, mesmo que eles não concordem.

Sociólogos e filósofos vêm se calando ao longo dos últimos 20 anos frente ao avanço do capitalismo, da sociedade do ter e da falência do ser. Logo eles que sempre foram os contestadores e os que ofereciam soluções, baseadas nos antigos mestres dos séculos anteriores. Poucos ainda ousam bradar na tentativa de mudanças de rumos, vozes sem eco e sem acesso aos meios de comunicação.

Não sabemos ao certo se sociólogos e filósofos se esgotaram por não ousar renovar a biblioteca, enquanto economistas nunca deixaram de renovar as suas, se perderam fôlego ou se desistiram, se renderam por impotência ou por sedução.

A verdade é que julgamos poder dizer à grande massa de atores sociais o que deveriam ser, deixamos a cidadania se resumir a consumo, estimulamos o consumismo desenfreado, o ter individualista em detrimento ao coletivo, o ter egoísta e totalitário.

Consumam, consumam, consumam, foi isso que dissemos, será alguém se consumir, um consumismo que somente favorece uma minoria dominante às suas épocas. Ordenamos como deveriam ser e agir, mas não lhes demos condições para tal, dissemos como ser sem que pudessem ser. Não dividimos as riquezas e não disponibilizamos riquezas para todos, mas desencadeamos uma ambição desenfreada, sob a ilusão que o consumismo elevaria alguém à uma categoria social ou humana melhor que as demais.

Dissemos isso para todos, bradamos aos “quatro cantos do mundo” (já que é para relembrar os antigos), para, principalmente, as classes menos favorecidas e, por consequência de uma conjuntura social covarde, as mais oprimidas.

Toda ação tem uma reação em contrário, podemos enganar todos por pouco tempo, mas não podemos enganar, nem poucos, o tempo todo, assim sendo, por aqueles que o capitalismo e a vida já haviam tirado tudo, somos acusados e culpados de lhes tirar os sonhos criados por nossas  falsas promessas ou silenciosas e criminosas omissões.

Agimos ou nos omitimos de forma criminosa e reclamamos da reação quando violenta. Violentamos almas, roubamos sonhos, tiramos o básico, investimos no individualismo, no ter, no egoísmo e reclamamos quando uma população revoltada reage buscando aquilo que lhes dissemos que teriam direito.

Acirramos a luta de classes e a transformamos em uma verdadeira guerra de classes, para os menos favorecidos qualquer que tenha mais é potencial inimigo, para os dominantes e suas tropas, qualquer que não tenha ou tenha menos é inútil, é uma ameaça, é marginal e perigoso inimigo que pode e deve ser mantido à distância ou exterminado.

Como disse, bolor pode matar… Ou mudamos o sistema ou o sistema nos extermina.

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Publicado por em 11 de setembro de 2015 em DIREITO&SOCIEDADE, Notícias e política

 

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GERAÇÃO PERDIDA, A QUEM INTERESSA?


Em 2013, O secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, afirmou que o projeto das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) não seria encerrado, mas reconheceu que, mesmo com a expulsão das facções do crime organizado, “não é possível” acabar com o tráfico de drogas, nem com a violência nos bairros pobres, onde ainda se escondem alguns membros das organizações criminosas e onde existem “várias gerações” de famílias que trabalharam para elas.
“O Rio de Janeiro tem essa história e vamos, talvez, perder uma geração para mudar um quadro [de violência] …” Vejo hoje isso seguido à risca, com endosso de todas as autoridades ha um verdadeiro extermínio de jovens nas periferias, aliado a isso, veladamente, uma “higienização” étinica levando, é claro, em conta a cota social, ou seja, preferencialmente tem que ser jovem, negro ou descendente e pobre. Isso com o olhar seletivo da grande mídia, que assim como a justiça, vendou os olhos.
Parece-me, que com os cortes na educação, cortes em bolsas de estudo, demissões de educadores, fechamento de escolas e salas de aula, salas abarrotadas, estados acabando com o EJA, que faz parte desse “trabalho” previsto pelo, então, Secretário. Não ha emprego para todos, então reduz a oferta de formação e qualificação profissional, cria uma geração de jovens sem escola e emprego, que vai para informalidade ou crime, onde fica mais fácil exterminá-los. Não obstante, tais medidas favorecem os filhos da classe média e classes mais altas, que vão para escolas, cursos e universidades particulares e terão empregos garantidos pois a oferta de mão-de-obra será menor.
Estamos à beira de um colapso social que pode nos levar a uma onda de violência jamais vista em nosso país, talvez a uma guerra civil.
Não vejo como tal quadro mudar dentro do sistema capitalista onde o Congresso Nacional virou a Casa dos Lordes, quase metade dela é composta de milionários que jamais irão sair das costas do povo trabalhador ou desempregado, uma bancada elitista que atribui a violência ao pobre, e não à pobreza e concentração de renda.
PT, PMDB, PSDB, DEM etc, não importa qual o partido, não são os partidos, são as pessoas lá colocadas por influência da grande mídia e o dinheiro das grandes empresas, símbolo máximo do capitalismo, é o modelo de democracia capitalista que está errado.
A sociedade civil que consegue enxergar além de seu próprio umbigo, que pensa na nação que quer deixar para seus filhos e netos, tem que se unir, independente de partidos, de correntes e linhas de filosofia política, em prol de uma nova proposta. Tudo que a direita capitalista quer é uma esquerda dividida e brigando entre si.
Ou acabamos com tudo isso, ou isso e eles, vão acabar conosco.

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FOTOS DA ABERTURA DA COPA NO BRASIL – AS QUE A FIFA NÃO MOSTRA


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CIMI Os cinco kaingang presos em Faxinalzinho ocupam posições importantes em suas comunidades

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Os cinco kaingang presos em Faxinalzinho ocupam posições importantes em suas comunidades

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COPA DO MUNDO DE FUTEBOL – FIFA – BRASIL


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MORTE DE DANÇARINO “DG”, UM “AMARILDO” FAMOSO, DEMONSTRA O FRACASSO DA POLÍTICA DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO


 

dgbondedamadrugada  “Douglas Rafael da Silva Pereira, o DG, de 26 anos, caído dentro da creche do Pavão-   Pavãozinho, no local em que foi encontrado pela polícia. Na imagem, é possível ver,      nas costas do jovem, a marca do tiro que o rapaz levou. Ele aparece na imagem caído  num beco, dentro da creche, com o rosto encostado numa parede e uma das pernas  dobradas. Ao encontrar o cadáver, na última terça-feira, a perícia do local apontou que  as escoriações apresentadas pelo dançarino eram “compatíveis com morte por queda”,  sem mencionar a perfuração por arma de fogo. Apenas no dia seguinte, foi divulgado  que DG tinha tomado um tiro antes de morrer.

“Nós vamos terminar o segundo mandato, se eu for reeleito, sem nenhuma comunidade com poder paralelo no Rio de Janeiro”, dizia, à época. “Isso é um compromisso meu”.

Com as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) como carro-chefe de sua campanha, Sergio Cabral (PMDB) conseguiu ser reeleito. Mas, faltando menos de um ano para o final de seus mandatos, ninguém mais espera ter olhos para ver o poder paralelo desaparecer.

É claro que o descumprimento de uma promessa tão grandiosa quanto essa está longe de justificar nosso título. Contanto que as UPPs continuassem a parecer promissoras, avançando consistentemente em seus objetivos, seria equivocado e injusto proclamar a falência do projeto.

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O estudo “Os donos do morro”, coordenado pelo professor Ignacio Cano em maio de 2012, mostra  que as áreas pacificadas experimentaram uma redução de quase 75% no número de mortes  violentas. Os roubos também tiveram forte diminuição: mais de 50%.

Mesmo o impressionante aumento de 92% na taxa de desaparecidos – amplamente discutido após o  caso Amarildo, na Rocinha – não é suficiente, dizem os pesquisadores, para colocar em xeque esta  redução.

Para o sociólogo Ignacio Cano, que é coordenador do Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, o incidente na favela Pavão-Pavãozinho é mais uma evidência de que o programa das UPPs está em crise.

“O que aconteceu na Pavão-Pavãozinho não é um caso isolado. O programa das UPPs foi recebido como a grande solução para o problema de segurança pública no Rio. Com o tempo, ele foi colocado no piloto automático e agora temos cada vez mais indícios de que precisa ser reavaliado”, diz.

  Entre os indícios da necessidade de reavaliação do programa de pacificação, como sugere o sociólogo Ignacio Cano, estariam denúncias de abuso por parte da polícia em favelas ocupadas e a onda de ataques contra UPPs. Há confrontos e retomada de espaço pelo tráfico em comunidades importantes, como a Rocinha e o Complexo do Alemão, e a ocupação do Complexo da Maré tem sido alvo de muitas críticas.

Também teve grande repercussão o caso do ajudante de pedreiro Amarildo Dias de Souza, que desapareceu após ser levado para uma UPP na Rocinha e assassinado em julho do ano passado.

Cano explica que o formato do programa não é sustentável a longo prazo e que, se fosse interrompido de forma abrupta, não garantiria a manutenção dos baixos índices de criminalidade.

DG ENCENA A PRÓPRIA MORTE EM VÍDEO

DG ENCENA A PRÓPRIA MORTE EM VÍDEO

“Tal como o programa está hoje, se os policiais saíssem de determinadas comunidades, poderíamos ter uma reversão dos avanços na contenção da violência em um curto espaço de tempo, questão de semanas”, diz. “Até agora tivemos um foco grande na retomada do controle territorial, mas faltaram iniciativas na área de formação policial, por exemplo.”

Outro ponto crítico, segundo o sociólogo, seria a falta de mecanismos institucionais para melhorar a relação entre policiais e moradores das favelas ocupadas.

“Hoje, essa relação depende do comandante da polícia em cada local”, diz Cano. “Poderíamos ter, por exemplo, conselhos em que policiais e membros dessas comunidades discutissem juntos regras de convivência.”

Para o sociólogo, é natural que a proximidade da Copa aumente a preocupação das autoridades em relação aos ataques contra UPPs.

“Cinco anos atrás, o que ocorreu na Pavão-Pavãozinho nem seria notícia fora do Brasil”, diz ele.

“Agora, não só o mundo está de olho no que acontece aqui como sempre há a possibilidade de que incidentes como esse contribuam para ampliar o descontentamento com o problema de segurança pública e inflar protestos.”
140422mortedancarinoagencia-brasilfernando-frazao2 Desde que iniciou-se a movimentação para reurbanização do Rio de Janeiro para a  Copa do Mundo FIFA, criou-se um ambiente tenso    dentro das comunidades  carentes e favelas, sabia-se da intervenção do estado e temia-se sua forma.

Pontos estratégicos de acesso a aeroportos e estádios deveriam sofrer  intervenções. Sob a desculpa de combate ao tráfico de drogas, interviram nas  favelas, com operações que chamaram de “ocupação”, que mais se pareceram com  acordo feito com o tráfico.

As “ocupações” foram previamente anunciadas, com tempo suficiente para o tráfico  esconder suas armas e seus líderes se mudarem para outras localidades. Há  notícias de moradores de comunidades “pacificadas”, que o tráfico continua  operando, somente teriam deixado de ostentar armas, armas essas que surgem imediatamente quando têm algum problema com a polícia “pacificadora” das UPP’s.

Vale lembrarmos que em seguida começaram as remoções forçadas e demolições, o que aumentou o clima de tensão dentro das comunidades “ocupadas”. Em algumas favelas, de forma mais absurda ainda, que sequer estavam no “mapa” da Copa, demolições foram efetuadas no alto dos morros, sob a desculpa de “risco”, os entulhos foram deixados a mercê das chuvas, entulhos estes que a qualquer momento descerão com a força das águas demolindo tudo o que estiver no caminho.

Com advento da Copa, feridas profundas das Administrações Públicas foram expostas: preparativos superfaturados, acusações de desvios de verbas provocaram manifestações em todo o País exigindo melhores serviços públicos e o fim da corrupção, exigindo moralidade pública e ética na política
O Brasil, nas esferas municipal, estadual e federal, adotou a mesma prática que os  EUA adotam a nível internacional: sob a desculpa de manutenção da democracia,  usam de prática intervencionista e fascista, suprimindo direitos e reprimindo com  extrema violência.

brazil-rio-violence_franCausa de estranheza é vermos a democracia, que deveria ser a vontade do povo, se  tornar  absolutista e fascista, para defender-se da vontade desse mesmo povo,  instalando  um  permanente estado de exceção. Com o silêncio conivente do Ministério Público,  Defensoria Pública e com a conivência direta do Poder Judiciário, Direitos legal e  constitucionalmente tutelados são violados.

Neste contexto, o Rio de Janeiro passou a viver um permanente estado de guerra civil. O número de homicídios dolosos no estado do Rio de Janeiro aumentou 18,1% em janeiro deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. No primeiro mês deste ano, houve 469 homicídios dolosos no estado, contra 397 em janeiro de 2013. Os autos de resistência, quando há mortes em confronto com a polícia, também aumentaram; foram 29 casos em janeiro de 2013 e 49 no primeiro mês deste ano, informou o Instituto de Segurança Pública (ISP), ligado à Secretaria de Estado de Segurança Pública. 

No ano de 2013 no Estado do Rio de Janeiro foram registrados 3.998 homicídios dolosos em 16 milhões de habitantes: Homicídios por 100 mil habitantes: 25, índice este que nesse ano de 2014 já subiu para 26,5. (os números oficiais destoam dos números encontrados por ONG’s e Organismos internacionais de Direitos Humanos)

A produtividade da polícia teve aumento considerável em janeiro deste ano, contra o mesmo mês do ano passado. A apreensão de drogas aumentou 31% (2.025 casos em 2013 e 2.653 em 2014) e o número de armas apreendidas cresceu 13,2% (615 em 2013 e 696 em 2014).
brazil-rio-violence_fran Essa associação de fatores elevaram ao grau máximo de tensão a convivência  de  “polícia pacificadora”, traficantes e moradores das favelas ‘ocupadas”. A pressão  do  Estado sobre os policiais na obtenção de resultados, a conivência da  Administração  com práticas fascistas e o temor permanente de ataques por parte  do tráfico, levam  estes policiais a girem com extrema intolerância e violência, o que  acirra os ânimos dentro das localidades sob o domínio das UPP’s, onde longe da  imprensa, fora do alcance das câmeras de TV, encoberto pela geografia complicada  e ocupação desordenada, muitas vezes sob a proteção do manto da noite, tudo é  válido e pode acontecer.

Acusações são trocadas entre moradores, traficantes e policiais. A polícia atribuí  ao tráfico o imenso número de desaparecidos e a média de 5 mortes diárias dentro  das favelas, que a eles são atribuídas por moradores e traficantes, tráfico este que  segundo a própria polícia não existe mais dentro destas comunidades.

A morte do dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, conhecido como DG, dançarino do programa “Esquenta”, de Regina Casé, na TV Globo, uma pessoa de destaque na mídia, serviu apenas como centelha para fazer “explodir o verdadeiro barril de pólvora” que foi plantado nas favelas cariocas.

Ocupação, intolerância, violência, violação de direitos, desocupações forçadas, desaparecimentos misteriosos e homicídios foram os ingredientes para uma mistura extremamente explosiva. As chagas de nossa sociedade foram abertas e expostas, as desigualdades vieram a tona, a política, polícia e justiça seletiva mostraram definitivamente sua verdadeira face de terror.

download“E foi morrida essa morte,
irmãos das almas,
essa foi morte morrida
ou foi matada?
Até que não foi morrida,
irmão das almas,
esta foi morte matada,
numa emboscada.”
Morte e Vida Severina João Cabral de Melo Neto

Wilson das Neves fez a música “O Dia Em Que o Morro Descer e Não For Carnaval”. A falta de políticas públicas nas comunidades mais carentes, principalmente as já “ocupadas”, está tornando a arte uma realidade.

(abaixo o vídeo com a música de Wilson das neves e, ao final do post, encontra-se o vídeo onde o dançarino DG encena a própria morte)

Vive hoje o Rio de Janeiro uma guerra civil não declarada, ou não assumida por seus governantes. A tendência é que com a proximidade da copa do mundo de futebol e com o aumento dos escândalos de corrupção, aumente a tensão entre população e Estado, provocando grandes manifestações e aumento da violência repressiva.

VÍDEO ONDE DG ENCENA SUA PRÓPRIA MORTE

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CORPO DO DANÇARINO DG

 

 

 

 

 

 

 

 

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URGENTE: GOVERNANTES COVARDES E FASCISTAS, PREFEITO E GOVERNADOR DO RIO DE JANEIRO, APROVEITAM DA NOITE PARA EXPULSAR FAMÍLIAS E DEIXAR AO RELENTO E CHUVA


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 Através de ameaças de usar violência, o Choque conseguiu retirar as famílias da      passarela do Metro onde se abrigavam da chuva. Mesmo ao relento, parte dos  despejados decidiu permanecer em frente à Prefeitura resistindo. Neste momento  recebem sopa de apoiadores. Enquanto isso, uma grande tropa permanece  cercando o prédio da Prefeitura impedindo manifestantes de se aproximarem mais.  Está mais que claro que o Estado não considera essas pessoas seres humanos, e  uma parte perversa da sociedade permite e aprova isso. A guerra civil já foi  declarada pelos escravocratas de hoje, cabe aos abolicionistas de hoje entenderem  isso e travarem a luta de acordo com essa realidade.

 

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Rio de Janeiro urgente: Mais uma covardia dos governantes contra população pobre


images (2)  A população que teve de fugir da invasão da favela da maré e se abrigou no prédio abandonado da Telerj, sendo de lá expulsa, para não ficar nas ruas, já que chove muito no Rio de Janeiro, se abrigou dentro de uma passarela, depois de ter passado o dia apanhando da polícia e guarda municipal. Nesse momento a polícia, aproveitando -se da noite e chuva, das ruas vazias, cerca a passarela com batalhão de choque para expulsar a população desabrigada. É o fascismo que impera na democracia absolutista brasileira. Divulguem, compartilhem, o mundo tem que saber, o mundo tem que ver. Em nome da copa do mundo estão massacrando populações carentes.

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