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RÁDIO ONU – “Novas tecnologias estão facilitando a prática de crimes de exploração sexual”


Avaliação é da relatora especial da ONU sobre a Venda de Crianças, Prostituição Infantil e Pornografia; um dos exemplos da prática é a transmissão online do abuso infantil; Maud de Boer-Buquicchi sugere que a indústria esteja envolvida na busca de uma solução.

Elleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

A relatora especial da ONU sobre a Venda de Crianças, Prostituição Infantil e Pornografia Infantil disse que as novas tecnologias estão facilitando a prática de crimes de exploração sexual e novas formas de comportamento explorador.

Falando nesta quarta-feira no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, Maud de Boer-Buquicchi citou como exemplo a transmissão online do abuso infantil.

Anonimato

Ela mencionou um estudo sobre novos desafios, ameaças, formas e tendências na venda e exploração sexual de crianças. Para relatora, tais atos são “facilitados pela rápida evolução das novas tecnologias” e a intenção do trabalho é fornecer respostas para garantir a proteção dos menores.

Boer-Buquicchi afirmou que as novas tecnologias oferecem “o sigilo e o anonimato” que facilitam a prática de tais atividades ilegais. Sua sugestão é que a indústria seja ativamente envolvida na busca de uma solução para a questão.

Medidas

Segundo a especialista, os autores destes crimes se beneficiam dessas características. Ela quer que sejam usadas as medidas necessárias para “pará-los e impedí-los de agir com impunidade total”.

Como resposta eficaz dos países à questão, a relatora sugeriu a criação de marcos legais “claros e abrangentes para evitar lacunas de proteção”.

Outras propostas incluem mecanismos para quantificar a prática, identificar as vítimas e rastrear os criminosos e a criação de unidades policiais especializadas para lidar com o assunto.

Prevenção

Por último, a relatora propõe um maior investimento dos países em programas de prevenção e de proteção.

Ela disse que existem novas e persistentes formas de venda e de exploração sexual de menores em todas as regiões do mundo. Milhões de crianças são vítimas de abusos e da exploração sexual ao serem vendidas e traficadas para prostituição, trabalho forçado, adoção ilegal ou transferência de órgãos.

Apesar disso, Boer-Buquicchi mencionou aspectos positivos das novas tecnologias de informação e de comunicação para crianças. A especialista citou que os menores estão mais familiarizados com elas e com o acesso à informação.

*Apresentação: Laura Gelbert.

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Relatório sobre Ucrânia cita contrainformação e incitamento ao ódio


Documento das Nações Unidas recomenda punição de autores de violações e tumultos; 121 pessoas morreram entre dezembro e fevereiro por causa da onda de violência política que atingiu o país.

 

Um relatório do Escritório das Nações Unidas de Direitos Humanos alerta para a necessidade de prevenção de uma nova escalada das tensões na Ucrânia.

O documento, apresentado em Genebra nesta terça-feira, cita o incitamento ao ódio, contrainformação e propaganda como algumas das práticas da crise política do país. O estudo revela que somente entre dezembro e fevereiro, 121 pessoas foram mortas por espancamento ou tiros.

Paradeiro

Nesta entrevista a jornalistas, o chefe da Divisão para as Américas, Europa e Ásia Central, Gianni Magazzeni, disse que entre 140 a 150 casos de desaparecimentos estão sendo investigados. Ele afirmou que está sendo apurada ainda a presença de francoatiradores, que teriam matado 90 pessoas em protestos na Praça da Independência, antes da chegada do novo governo ao poder.

A maioria dos casos de mortes e ferimentos ocorreu na capital da Ucrânia, Kiev.

Corrupção

Os autores do relatório sobre a violência na Ucrânia apontaram como causas dos protestos a corrupção generalizada e a falta de prestação de contas em casos de violações dos direitos humanos. As desigualdades econômicas e relatos de abusos por forças de seguranças também foram citados. O estudo da ONU também registrou relatos de fraudes cometidas durante o referendo na Crimeia.

O relatório recomenda ainda que a região investigue denúncias de discursos de ódio e manipulação da mídia, além de assegurar a proteção dos direitos de todas as minorias.

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Publicado por em 16 de abril de 2014 em Notícias e política

 

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OMS lança guia para tratamento da hepatite C


Pela primeira vez, agência da ONU faz recomendações também para a triagem e cuidados médicos; doença mata até 500 mil pessoas por ano em todo o mundo.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, lançou esta quarta-feira o primeiro guia para triagem, cuidado e tratamento das pessoas que sofrem de hepatite C.

Segundo a OMS, a infecção crônica atinge 150 milhões de pessoas no mundo inteiro e causa a morte de 500 mil pessoas por ano.

Recomendações

A agência da ONU informou que a divulgação do documento coincide com a maior disponibilidade de medicamentos mais eficazes e seguros, assim como, a promessa de novos remédios nos próximos anos.

O chefe do Programa Global de Hepatite da OMS, Stefan Wiktor, disse que as recomendações têm como base as últimas e melhores descobertas científicas.

Para ele, o novo guia tem o objetivo de ajudar os países a melhorar o tratamento e o cuidado médico e assim, reduzir o número de mortes causadas por cirrose e câncer do fígado.

“Bons Olhos”

O presidente da ONG brasileira, “C tem que saber, C tem que curar”, Francisco Martucci, elogiou a iniciativa da OMS.

“Nós, que somos uma associação de pacientes que defende os portadores de hepatite C só podemos olhar com bons olhos o primeiro guia de tratamento da hepatite C lançado pela Organização Mundial da Saúde. Apenas uma observação para que esse guia seja rigorosamente cumprido pelas sociedades médicas, pelos gestores públicos que geram a saúde e também por todas as esferas de competência que estão em torno da hepatite C.”

O novo guia traz nove recomendações importantes, que incluem um aumento do número de testes para saber quem tem a doença, orientação sobre como reduzir os danos no fígado para quem já tem o vírus e como fornecer tratamento apropriado aos pacientes.

O guia traz também recomendações para os especialistas que preparam as políticas sobre o assunto e para os trabalhadores de saúde pública que se implementadas podem ajudar a evitar as transmissões do vírus da hepatite C.

Especialistas da OMS afirmam que muitas pessoas passam décadas sem saber que estão infectadas.

Tipos de Hepatite

Os cinco principais tipos de hepatite são A, B, C, D e E. As dos tipos B e C são as que causam maior impacto por causa da infecção crônica que pode levar à cirrose e ao câncer do fígado.

Os vírus A e E se propagam através da água poluída e dos alimentos contaminados e têm um grande potencial de causar um surto em certas populações.

Os médicos explicam que o tipo C é mais transmitido pelo sangue contaminado. As pessoas que correm maior risco são aquelas que passaram por cirurgias ou tomaram injeções que não foram devidamente desinfectadas.

 
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Publicado por em 11 de abril de 2014 em Notícias e política

 

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Relatório revela que mundo teve um homicídio a cada 90 segundos em 2012


Segundo agência da ONU, oito em cada 10 vítimas de homicídios são homens; já as mulheres são em maioria vítimas de violência doméstica; no Rio de Janeiro, crimes sexuais em áreas controlodas por UPP subiram mais de 200%.

Quase 15% de todos os homicídios são causados por violência doméstica

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.*

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, Unodc, alertou que 437 mil pessoas foram assassinadas no mundo em 2012. Isso representa uma morte a cada minuto e meio.

O Estudo Global sobre Homicídios 2013 foi lançado esta quinta-feira, em Londres.

Homens e Mulheres

O documento afirma que 80% das vítimas de homicídio e 95% dos agressores são homens. Segundo o Unodc, quase 15% de todos os homicídios são causados por violência doméstica, e as mulheres são as principais vítimas, com 43,6 mil mortes.

Outro dado do Estudo é que mais da metade das pessoas assassinadas têm menos de 30 anos.

As Américas e a África são os dois continentes com maior número de homicídios. A taxa média no mundo é de 6,2 por 100 mil habitantes.

Brasil

O Brasil, segundo o Estudo, tem um índice de homicídios de 25,2 em cada 100 mil habitantes, número considerado alto pelo Unodc, mas que estabilizou nos últimos tempos.

O documento cita que os assassinatos diminuíram no Rio e em São Paulo, 29% e 11% respectivamente entre 2007 e 2011. Mas a taxa subiu 150% na Paraíba e 50% na Bahia. Os Estados do norte e nordeste registraram as maiores altas.

A Unodc menciona a implementação das UPPs, Unidade de Polícia Pacificadora, no Rio de Janeiro como um dos avanços no combate aos homicídios.

O documento aponta para uma redução no número de assassinatos e roubos. Ao mesmo tempo, o Unodc cita um aumento dos crimes sexuais no mesmo período nas áreas controladas pelas UPPs em até 200%.

A explicação para essa alta poderia ser pelo aumento da confiança da população na polícia ou porque está havendo uma melhor coleta de dados.

Europa

O Estudo da agência da ONU diz ainda que as menores taxas de homicídios foram registradas nas regiões leste da Ásia e também sul e oeste da Europa.

Os homicídios ligados a gangues e organizações criminosas foram responsáveis por 30% de todos os assassinatos nas Américas em comparação a menos de 1% na Ásia, Europa e Oceania.

O documento diz ainda que as Américas apresentam níveis de homicídio cinco a oito vezes mais altos que a Europa e a Ásia desde 1950.

Na comparação sobre gênero, a taxa de homicídios envolvendo homens é quase quatro vezes maior do que a de mulheres. Mais uma vez, esse índice é mais alto nas Américas.

Condenações

O Estudo mostra ainda que enquanto os homens são, na maioria, mortos por desconhecidos; no caso das mulheres, quase metade é morta por um conhecido, amigo, parceiro ou familiares.

As causas dos assassinatos são diversas, mas o consumo de álcool ou de drogas é responsável por mais da metade dos homicídios. As armas de fogo são as mais utilizadas nos crimes, aproximadamente 40%.

A punição também varia de região para região. A média global é de 43 condenações para cada 100 homicídios. Nas Américas por exemplo, esse índice cai para apenas 24%, sobe para 48% na Ásia e chega a 81% na Europa.

*Apresentação: Mônica Villela Grayley.

 
 

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(Reuters) – América Latina é a região com mais homicídios no mundo, diz ONU


Por Anahi Rama

CIDADE DO MÉXICO, 10 Abr (Reuters) – A América Latina substituiu a África como a região com a maior quantidade de assassinatos do mundo, sobretudo pela violência fora de controle em países como Honduras, Venezuela ou El Salvador, mostrou um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quinta-feira.

O Brasil está no segundo grupo de países mais violentos, juntamente com México, Nigéria e Congo, com 25 homicídios para cada 100 mil habitantes. Taxas acima de 20 assassinatos para cada 100 mil habitantes são consideradas graves.

De acordo com o relatório, foram registrados no país 50.108 homicídios em 2012, o equivalente a pouco mais de 10 por cento dos assassinatos cometidos em todo o mundo, que foram 437.000.

As taxas de homicídio caíram nos Estados do Rio de Janeiro (29 por cento) e São Paulo (11 por cento), mas cresceram no Norte e Nordeste do país, principalmente na Paraíba, com um aumento de 150 por cento, e na Bahia, com avanço de 75 por cento nos últimos dois anos.

Honduras é o país mais violento do planeta, com uma taxa de 90,4 homicídios intencionais para cada 100.000 habitantes, disse o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC, na sigla em inglês) com base em dados de 2012. A Venezuela vem a seguir com 53,7 homicídios intencionais. Belize ficou em terceiro com 44,7 assassinatos para cada 100 mil habitantes e El Salvador em quarto, com 41,2.

Em um relatório prévio do organismo, Honduras já liderava as taxas de homicídios intencionais no mundo, seguido de El Salvador e Venezuela. O estudo da ONU atribuiu o índice elevado de assassinatos na América Latina ao crime organizado e a décadas de violência política.

Um funcionário do escritório apontou ainda que a impunidade generalizada incentiva este tipo de crime, que tem as taxas de condenação mais baixas. Somente em 24 de cada 100 homicídios se consegue uma sentença condenatória, afirmou.

“O fato de não haver um sistema de justiça que possa levar casos aos tribunais e a sentenças atua como uma ausência de obstáculo ao crime”, disse o representante do UNODC no México, Antonio Mazzitelli, à Reuters.

Cerca de 36 por cento dos 437.000 assassinatos perpetrados no mundo em 2012 ocorreram nas Américas, principalmente Central e do Sul. A maioria, cerca de 66 por cento, foi cometida com armas de fogo.

Os cartéis de droga mexicanos causaram estragos na América Central, elevando a violência a níveis nunca vistos em Honduras, El Salvador e Guatemala, países que utilizam como rotas e base para o armazenamento das drogas destinadas ao mercado dos Estados Unidos.

Entretanto, Mazzitelli disse que grande parte dos homicídios em países como a Venezuela tem relação com a delinquência comum, na qual esporadicamente incidentes como o roubo a mão armada terminam em assassinato.

Na lista de países com as maiores taxas de homicídios intencionais aparece também a Guatemala, com 39,9 por cada 100 mil habitantes, a África do Sul, com 31, a Colômbia, com 30,8, o Gabão, com 28, e o México, com 21,5.

O Iraque, que está emergindo de um conflito armado sangrento, tem uma taxa de assassinatos de 8 por cada 100 mil habitantes.

A África foi a segunda região com maior número de homicídios intencionais, com cerca de 31 por cento do total. A Ásia teve aproximados 28 por cento, a Europa, em torno de 5 por cento, e a Oceania, cerca de 0,3 por cento.

Os países árabes e asiáticos, incluindo a China, aparecem sem dados no relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime.

 

 
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Publicado por em 10 de abril de 2014 em Notícias e política

 

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EBC – AGÊNCIA BRASIL: ONU aprova resolução contra anexação da Crimeia à Rússia


Danilo Macedo – Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger

A Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) aprovou hoje (27) uma resolução sobre a Ucrânia na qual solicita a suspensão de medidas que impliquem a interrupção parcial ou total da unidade nacional e da integridade territorial do país. O texto, claramente direcionado à Rússia, não menciona o nome do país e foi aprovado com 100 votos a favor, 11 contra e 58 abstensões. Vinte e quatro nações não participaram da votação.

O documento ressalta que o referendo realizado na Crimeia, no qual se votou a separação da península da Ucrânia e sua anexação à Rússia, não tem validade e não pode constituir a base para qualquer alteração do Estatuto da República Autônoma da Crimeia ou da cidade de Sebastopol, ambas consideradas território do governo russo.

A aprovação da resolução na Assembleia Geral da ONU formaliza uma posição da comunidade internacional contra a anexação feita pela Rússia e de apoio à integridade do território ucraniano. Nos últimos dias, Estados Unidos e União Europeia já tinha rejeitado mais firmemente a ação russa e proposto sanções ao país.

crimeia

 
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Publicado por em 28 de março de 2014 em Notícias e política

 

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Assembleia Geral da ONU diz que referendo da Crimeia não tem validade


Resolução do órgão da ONU recebeu 100 votos a favor, 11 contra, 58 abstenções e 24 ausências; Brasil abstém-se, Portugal e Cabo Verde votam a favor e demais países de língua portuguesa se abstiveram ou se ausentaram.

A Assembleia Geral da ONU declarou que o referendo realizado na Ucrânia em 16 de março não tem validade.

O presidente da casa, John Ashe, anunciou esta quinta-feira o resultado da votação da resolução sob o tema de “prevenção de conflito armado e de fortalecimento do papel da mediação na solução pacífica de disputas”.

Brasil

Ashe afirmou que a proposta recebeu 100 votos a favor, 11 contra e 58 abstenções. Um total de 24 países não votaram na sessão.

O Brasil absteve-se, mas antes da votação, em discurso no plenário da Assembleia Geral, o embaixador do país junto à ONU, Antonio Patriota, afirmou que a situação na Ucrânia é séria

Falando em inglês, Antonio Patriota declarou que a comunidade internacional deve reafirmar sua determinação urgente para encontrar uma solução pacífica. Ele contou que o Governo Brasileiro está acompanhando com atenção a escalada das tensões na região.

Parceria Tecnológica

Patriota lembrou que o Brasil abriga a maior comunidade de ucranianos fora da Europa. Ele citou ainda os laços entre os dois países, que em 2009 formaram uma parceria tecnológica.

Entre os países de língua portuguesa, Angola, Moçambique e São Tomé e Príncipe abstiveram-se. Já Portugal e Cabo Verde votaram a favor da resolução. Guiné-Bissau e Timor-Leste ficaram ausentes do pleito.

O documento diz que o referendo na “República Autônoma da Crimeia e na cidade de Sevastopol” não foi autorizado pela Ucrânia e não pode servir de base para qualquer mudança no status da região.

Fronteiras

A resolução pede a todos os Estados-membros, organizações internacionais e agências especializadas “para não reconhecer a anexação dos territórios à Rússia.”

Além disso, o documento conclama os países a evitar qualquer ação ou comércio que possam ser interpretados como “reconhecimento da alteração do status da região”.

O documento afirma ainda compromisso à soberania, à independência política e à integridade territorial da Ucrânia, dentro de suas fronteiras reconhecidas internacionalmente.

 
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Publicado por em 28 de março de 2014 em Notícias e política

 

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