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MORTE DE DANÇARINO “DG”, UM “AMARILDO” FAMOSO, DEMONSTRA O FRACASSO DA POLÍTICA DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO


 

dgbondedamadrugada  “Douglas Rafael da Silva Pereira, o DG, de 26 anos, caído dentro da creche do Pavão-   Pavãozinho, no local em que foi encontrado pela polícia. Na imagem, é possível ver,      nas costas do jovem, a marca do tiro que o rapaz levou. Ele aparece na imagem caído  num beco, dentro da creche, com o rosto encostado numa parede e uma das pernas  dobradas. Ao encontrar o cadáver, na última terça-feira, a perícia do local apontou que  as escoriações apresentadas pelo dançarino eram “compatíveis com morte por queda”,  sem mencionar a perfuração por arma de fogo. Apenas no dia seguinte, foi divulgado  que DG tinha tomado um tiro antes de morrer.

“Nós vamos terminar o segundo mandato, se eu for reeleito, sem nenhuma comunidade com poder paralelo no Rio de Janeiro”, dizia, à época. “Isso é um compromisso meu”.

Com as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) como carro-chefe de sua campanha, Sergio Cabral (PMDB) conseguiu ser reeleito. Mas, faltando menos de um ano para o final de seus mandatos, ninguém mais espera ter olhos para ver o poder paralelo desaparecer.

É claro que o descumprimento de uma promessa tão grandiosa quanto essa está longe de justificar nosso título. Contanto que as UPPs continuassem a parecer promissoras, avançando consistentemente em seus objetivos, seria equivocado e injusto proclamar a falência do projeto.

Douglas

O estudo “Os donos do morro”, coordenado pelo professor Ignacio Cano em maio de 2012, mostra  que as áreas pacificadas experimentaram uma redução de quase 75% no número de mortes  violentas. Os roubos também tiveram forte diminuição: mais de 50%.

Mesmo o impressionante aumento de 92% na taxa de desaparecidos – amplamente discutido após o  caso Amarildo, na Rocinha – não é suficiente, dizem os pesquisadores, para colocar em xeque esta  redução.

Para o sociólogo Ignacio Cano, que é coordenador do Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, o incidente na favela Pavão-Pavãozinho é mais uma evidência de que o programa das UPPs está em crise.

“O que aconteceu na Pavão-Pavãozinho não é um caso isolado. O programa das UPPs foi recebido como a grande solução para o problema de segurança pública no Rio. Com o tempo, ele foi colocado no piloto automático e agora temos cada vez mais indícios de que precisa ser reavaliado”, diz.

  Entre os indícios da necessidade de reavaliação do programa de pacificação, como sugere o sociólogo Ignacio Cano, estariam denúncias de abuso por parte da polícia em favelas ocupadas e a onda de ataques contra UPPs. Há confrontos e retomada de espaço pelo tráfico em comunidades importantes, como a Rocinha e o Complexo do Alemão, e a ocupação do Complexo da Maré tem sido alvo de muitas críticas.

Também teve grande repercussão o caso do ajudante de pedreiro Amarildo Dias de Souza, que desapareceu após ser levado para uma UPP na Rocinha e assassinado em julho do ano passado.

Cano explica que o formato do programa não é sustentável a longo prazo e que, se fosse interrompido de forma abrupta, não garantiria a manutenção dos baixos índices de criminalidade.

DG ENCENA A PRÓPRIA MORTE EM VÍDEO

DG ENCENA A PRÓPRIA MORTE EM VÍDEO

“Tal como o programa está hoje, se os policiais saíssem de determinadas comunidades, poderíamos ter uma reversão dos avanços na contenção da violência em um curto espaço de tempo, questão de semanas”, diz. “Até agora tivemos um foco grande na retomada do controle territorial, mas faltaram iniciativas na área de formação policial, por exemplo.”

Outro ponto crítico, segundo o sociólogo, seria a falta de mecanismos institucionais para melhorar a relação entre policiais e moradores das favelas ocupadas.

“Hoje, essa relação depende do comandante da polícia em cada local”, diz Cano. “Poderíamos ter, por exemplo, conselhos em que policiais e membros dessas comunidades discutissem juntos regras de convivência.”

Para o sociólogo, é natural que a proximidade da Copa aumente a preocupação das autoridades em relação aos ataques contra UPPs.

“Cinco anos atrás, o que ocorreu na Pavão-Pavãozinho nem seria notícia fora do Brasil”, diz ele.

“Agora, não só o mundo está de olho no que acontece aqui como sempre há a possibilidade de que incidentes como esse contribuam para ampliar o descontentamento com o problema de segurança pública e inflar protestos.”
140422mortedancarinoagencia-brasilfernando-frazao2 Desde que iniciou-se a movimentação para reurbanização do Rio de Janeiro para a  Copa do Mundo FIFA, criou-se um ambiente tenso    dentro das comunidades  carentes e favelas, sabia-se da intervenção do estado e temia-se sua forma.

Pontos estratégicos de acesso a aeroportos e estádios deveriam sofrer  intervenções. Sob a desculpa de combate ao tráfico de drogas, interviram nas  favelas, com operações que chamaram de “ocupação”, que mais se pareceram com  acordo feito com o tráfico.

As “ocupações” foram previamente anunciadas, com tempo suficiente para o tráfico  esconder suas armas e seus líderes se mudarem para outras localidades. Há  notícias de moradores de comunidades “pacificadas”, que o tráfico continua  operando, somente teriam deixado de ostentar armas, armas essas que surgem imediatamente quando têm algum problema com a polícia “pacificadora” das UPP’s.

Vale lembrarmos que em seguida começaram as remoções forçadas e demolições, o que aumentou o clima de tensão dentro das comunidades “ocupadas”. Em algumas favelas, de forma mais absurda ainda, que sequer estavam no “mapa” da Copa, demolições foram efetuadas no alto dos morros, sob a desculpa de “risco”, os entulhos foram deixados a mercê das chuvas, entulhos estes que a qualquer momento descerão com a força das águas demolindo tudo o que estiver no caminho.

Com advento da Copa, feridas profundas das Administrações Públicas foram expostas: preparativos superfaturados, acusações de desvios de verbas provocaram manifestações em todo o País exigindo melhores serviços públicos e o fim da corrupção, exigindo moralidade pública e ética na política
O Brasil, nas esferas municipal, estadual e federal, adotou a mesma prática que os  EUA adotam a nível internacional: sob a desculpa de manutenção da democracia,  usam de prática intervencionista e fascista, suprimindo direitos e reprimindo com  extrema violência.

brazil-rio-violence_franCausa de estranheza é vermos a democracia, que deveria ser a vontade do povo, se  tornar  absolutista e fascista, para defender-se da vontade desse mesmo povo,  instalando  um  permanente estado de exceção. Com o silêncio conivente do Ministério Público,  Defensoria Pública e com a conivência direta do Poder Judiciário, Direitos legal e  constitucionalmente tutelados são violados.

Neste contexto, o Rio de Janeiro passou a viver um permanente estado de guerra civil. O número de homicídios dolosos no estado do Rio de Janeiro aumentou 18,1% em janeiro deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. No primeiro mês deste ano, houve 469 homicídios dolosos no estado, contra 397 em janeiro de 2013. Os autos de resistência, quando há mortes em confronto com a polícia, também aumentaram; foram 29 casos em janeiro de 2013 e 49 no primeiro mês deste ano, informou o Instituto de Segurança Pública (ISP), ligado à Secretaria de Estado de Segurança Pública. 

No ano de 2013 no Estado do Rio de Janeiro foram registrados 3.998 homicídios dolosos em 16 milhões de habitantes: Homicídios por 100 mil habitantes: 25, índice este que nesse ano de 2014 já subiu para 26,5. (os números oficiais destoam dos números encontrados por ONG’s e Organismos internacionais de Direitos Humanos)

A produtividade da polícia teve aumento considerável em janeiro deste ano, contra o mesmo mês do ano passado. A apreensão de drogas aumentou 31% (2.025 casos em 2013 e 2.653 em 2014) e o número de armas apreendidas cresceu 13,2% (615 em 2013 e 696 em 2014).
brazil-rio-violence_fran Essa associação de fatores elevaram ao grau máximo de tensão a convivência  de  “polícia pacificadora”, traficantes e moradores das favelas ‘ocupadas”. A pressão  do  Estado sobre os policiais na obtenção de resultados, a conivência da  Administração  com práticas fascistas e o temor permanente de ataques por parte  do tráfico, levam  estes policiais a girem com extrema intolerância e violência, o que  acirra os ânimos dentro das localidades sob o domínio das UPP’s, onde longe da  imprensa, fora do alcance das câmeras de TV, encoberto pela geografia complicada  e ocupação desordenada, muitas vezes sob a proteção do manto da noite, tudo é  válido e pode acontecer.

Acusações são trocadas entre moradores, traficantes e policiais. A polícia atribuí  ao tráfico o imenso número de desaparecidos e a média de 5 mortes diárias dentro  das favelas, que a eles são atribuídas por moradores e traficantes, tráfico este que  segundo a própria polícia não existe mais dentro destas comunidades.

A morte do dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, conhecido como DG, dançarino do programa “Esquenta”, de Regina Casé, na TV Globo, uma pessoa de destaque na mídia, serviu apenas como centelha para fazer “explodir o verdadeiro barril de pólvora” que foi plantado nas favelas cariocas.

Ocupação, intolerância, violência, violação de direitos, desocupações forçadas, desaparecimentos misteriosos e homicídios foram os ingredientes para uma mistura extremamente explosiva. As chagas de nossa sociedade foram abertas e expostas, as desigualdades vieram a tona, a política, polícia e justiça seletiva mostraram definitivamente sua verdadeira face de terror.

download“E foi morrida essa morte,
irmãos das almas,
essa foi morte morrida
ou foi matada?
Até que não foi morrida,
irmão das almas,
esta foi morte matada,
numa emboscada.”
Morte e Vida Severina João Cabral de Melo Neto

Wilson das Neves fez a música “O Dia Em Que o Morro Descer e Não For Carnaval”. A falta de políticas públicas nas comunidades mais carentes, principalmente as já “ocupadas”, está tornando a arte uma realidade.

(abaixo o vídeo com a música de Wilson das neves e, ao final do post, encontra-se o vídeo onde o dançarino DG encena a própria morte)

Vive hoje o Rio de Janeiro uma guerra civil não declarada, ou não assumida por seus governantes. A tendência é que com a proximidade da copa do mundo de futebol e com o aumento dos escândalos de corrupção, aumente a tensão entre população e Estado, provocando grandes manifestações e aumento da violência repressiva.

VÍDEO ONDE DG ENCENA SUA PRÓPRIA MORTE

CORPO DO DANÇARINO DG

CORPO DO DANÇARINO DG

 

 

 

 

 

 

 

 

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Advocacia-Geral demonstra que pensão por morte somente pode ser concedida com comprovação de dependência econômica


A Advocacia-Geral da União (AGU) demonstrou, na Justiça Federal do Ceará, que o benefício de pensão por morte deve ser concedido somente nos casos em que fique comprovada a existência de dependência econômica com relação ao servidor público federal falecido.

Os advogados da AGU sustentaram que a mera designação de pensão alimentícia autorizada pelo servidor em vida não é suficiente para concessão do benefício. No caso específico, o pedido era que a Justiça determinasse a concessão da pensão a uma sobrinha de ex-servidora do Ministério da Saúde, falecida em novembro de 2011.

No pedido, a mãe da criança alegava que a ex-servidora era guardiã da menor, tendo sido designada para o recebimento de pensão temporária de acordo com a Lei 8.112/90. A principal justificativa era que a sobrevivência da menor foi colocada em risco por conta do indeferimento do benefício administrativamente feito pelo órgão federal.

A Procuradoria da União no estado do Ceará (PU/CE), por meio da atuação da Divisão dos Juizados Especiais Federais, explicou que, de acordo com a legislação previdenciária, a simples afirmação de que a menor dependia exclusivamente da pensão alimentícia para sobreviver não é suficiente para concessão da pensão. Segundo a PU/CE, é necessária a comprovação de dependência econômica, o que não ficou comprovado nos autos do processo.

A unidade da AGU demonstrou que a menor não dependia economicamente da falecida, mas sim de seus pais, que desempenham atividade remunerada, o que possibilita o sustento da criança.

A 14ª Vara Federal acolheu os argumentos da AGU e reconheceu que para ter direito ao benefício, a menor que era sobrinha da ex-servidora precisava comprovar que a única forma de prover o sustento é por meio da pensão por morte solicitada. A decisão destacou que a capacidade de trabalho dos pais exclui qualquer relação de dependência para com outra pessoa.

Inconformada, a mãe da menina entrou com recurso e o caso chegou à Primeira Turma Recursal da Justiça Federal do Ceará. Mas, a decisão foi mantida por unanimidade.

Ref.: Processo nº 0503830-65.2012.4.05.8100 – Justiça Federal do Ceará.

Fonte: Advocacia Geral da União
 
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Publicado por em 19 de março de 2014 em DIREITO&SOCIEDADE

 

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Câmara decide ouvir general sobre restos mortais do ex-deputado Rubens Paiva


Comissão Nacional da Verdade só precisa saber o paradeiro do corpo do ex-deputado Rubens Paiva para fechar investigação sobre o caso. Rubens Paiva foi morto durante a ditadura militar.

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, disse nesta terça-feira que o general reformado José Antônio Nogueira Belham será convidado a depor na Casa para esclarecer para onde foram os restos mortais do ex-deputado Rubens Paiva, morto em 1971, após ser torturado pelas forças militares.

Rubens Paiva foi eleito deputado por São Paulo pelo Partido Trabalhista Brasileiro em 1962, sendo cassado em 64. O convite ao general será feito pelas comissões de Direitos Humanos e Minorias; de Constituição e Justiça e de Cicadania; e de Relações Exteriores e Defesa Nacional.

Este foi um pedido da Comissão Nacional da Verdade, cujos integrantes foram recebidos hoje pelo presidente Alves. O convite, no entanto, não obriga que o general venha à Câmara ou esclareça o paradeiro do corpo do ex-deputado Rubens Paiva.

Henrique Alves ressaltou que o fato de Paiva ser ex-deputado pesou na decisão. “É uma questão rumorosa, que nos coloca mal perante as liberdades e a democracia”, disse.

Comandante do Doi-Codi
O coordenador da comissão, Pedro Dallari, contou que Belham, que era comandante do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DoiI-Codi) no Rio de Janeiro, disse à comissão que estava de férias quando Rubens Paiva teria desaparecido.

Mas a comissão tem outras informações. “Que o deputado Rubens Paiva foi então detido pelas forças de segurança, foi assassinado no Rio de Janeiro; que a farsa que havia sido montada para sustentar a tese de que ele havia fugido foi desmontada; e, portanto, a única informação que nos resta é saber o que foi feito dos restos mortais do deputado Rubens Paiva”, explicou Dallari.

“Nós apuramos que o comandante do Doi-Codi à época, o major à época, hoje general, José Antônio Nogueira Belhem, é sabedor deste fato. Porque ele não só era o comandante do Doi-Codi como esteve no Doi-Codi; nós conseguimos provar com depoimentos de testemunhas e com provas documentais que ele esteve no Doi-Codi quando Rubens Paiva foi preso e foi executado. Foi torturado barbaramente. E o general Belhem está vivo”, acrescentou o coordenador da comissão.

Jogado ao mar
Reportagem do jornal O Globo, com base em fontes da área militar, afirma que o corpo de Rubens Paiva foi enterrado e desenterrado duas vezes antes de ser jogado ao mar.

O deputado Vieira da Cunha (PDT-RS) participou da reunião na Câmara e disse que a ideia é chamar novamente o general para falar, embora ele tenha o direito de permanecer em silêncio.

“Até porque ninguém é obrigado a produzir prova contra si. Isso é o que diz o nosso ordenamento jurídico constitucional”, ressalta o deputado. “Mas nós esperamos, como cidadãos, como brasileiros, que ele colabore. Porque é um direito da sociedade brasileira e, em especial, da família do deputado Rubens Paiva, saber que destino foi dado ao corpo.”

Memória do País
Pedro Dallari lembrou que a Comissão Nacional da Verdade tem apenas o objetivo de reunir fatos, contribuindo para a memória do País.

Nos próximos dias, a comissão deve divulgar um relatório parcial sobre a chamada Casa da Morte de Petrópolis, um imóvel usado para tortura.

O relatório final da comissão deve ficar pronto em dezembro. Apesar da Lei da Anistia, o Ministério Público tem buscado denunciar à Justiça os crimes cometidos na época.

 
 

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Cerco a cidades está matando crianças de fome na Síria


Presidente da Comissão de Inquérito sobre a Síria, Paulo Sérgio Pinheiro, afirmou que a situação é “avassaladora” especialmente para bebês e crianças em idade mais tenra.

 

Os cercos impostos às cidades e vilarejos sírios, na maior parte pelo governo, mas também por forças rebeldes estão causando a morte de milhares de crianças por fome.

A constatação é parte da atualização do relatório da Comissão de Inquérito sobre a Síria.

Medicamentos e Comida

O documento foi apresentado, nesta terça-feira, em Genebra, na Suíça, pelo grupo que é liderado pelo professor brasileiro, Paulo Sérgio Pinheiro. Ele falou à Rádio ONU, de Genebra.

“A questão da violação dos direitos das crianças é uma situação avasssaladora. Especialmente por causa, especialmente, destes cercos que estão sendo feitos às cidades, feitos bastante intensamente pelo governo, mas também por grupos armados. E aí não deixam entrar medicamentos, comida, então este é um desastre para os bebês e especialmente as crianças em idade muito pequena.”

Influência Política

Os relatores afirmaram ainda que existe um senso dominante de desespero entre os sírios, e que a comunidade internacional continua paralisada sobre o fim da guerra. Eles voltaram a pedir aos países com influência política sobre as partes do conflito que parem de transferir armas para a região.

A Comissão lembrou que este armamento está sendo usado em crimes de guerra ou crimes contra a humanidade.

O representante da Síria na apresentação do relatório disse que a comissão continua sendo tendenciosa e parcial. Segundo a Síria, a comissão está se embasando na palavra de pessoas hostis ao país.

Derramamento de Sangue

Paulo Sérgio Pinheiro disse que a compaixão não é suficiente, e que não se pode mais sentar por vários anos em salas de conferência discursando e lamentando o derramamento de sangue nas ruas da Síria.

O relatório sobre a situação dos direitos humanos na Síria foi compilado com base em 2,7 mil entrevistas. Pinheiro explicou que não falta informação sobre crimes e autores do crimes, mas sim os meios para promover justiça e prestação de contas.

O presidente da comissão afirmou que tem uma lista com nomes de unidades militares, indivíduos e entidades, assim como grupos armados responsáveis por violações documentadas de direitos humanos.

Também presente à sessão, a representante do Brasil lamentou que o relatório tenha demonstrado a tragédia humana e o perigo de que o conflito se alastre pela região. Segundo o Brasil, tentativas de politizar a entrega de assistência humanitária devem ser condenadas.

Cerca de 9 milhões de pessoas, equivalentes a um terço da população síria, tiveram que fugir de suas casas por causa da guerra e mais de 100 mil morreram desde março de 2011.

 
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Publicado por em 18 de março de 2014 em Notícias e política

 

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Câmara vai colaborar com investigações sobre desaparecimento de Rubens Paiva


A Câmara dos Deputados vai ajudar nas investigações sobre o desaparecimento do corpo do deputado federal cassado Rubens Paiva. Preso pelo regime militar em janeiro de 1971, desde então, Paiva nunca mais foi visto. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), disse hoje (18) que é preciso apenas que os líderes decidam se os trabalhos serão conduzidos por comissões permanentes ou por uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) criada especificamente para tratar do assunto. A expectativa é que a decisão seja tomada em reunião na tarde de hoje (18).

O compromisso ficou acertado depois que Alves recebeu do coordenador da Comissão Nacional da Verdade (CNV), Pedro Dallari, o relatório preliminar sobre o desaparecimento do parlamentar. A intenção de Dallari foi envolver o Legislativo no caso para tentar ouvir, novamente o general José Antônio Nogueira Belham.

Apontado como um dos autores do crime, Belham negou envolvimento no caso no primeiro depoimento prestado na CNV, mas análises de documentos administrativos revelaram contradições entre os registros e as declarações do general, como o fato de que ele estaria de férias no período. Belham, que hoje mora em Brasília, recusou-se a prestar outro depoimento ou a fornecer mais informações sobre o caso.

“Com a mobilização da Câmara, espero que o general se sensibilize porque esse assunto já extrapolou a esfera do direito”, disse Dallari. Ele ressaltou que o principal resultado dessa investigação conjunta será a descoberta do local onde o corpo de Paiva foi deixado.

Belham e o tenente Antônio Hughes de Carvalho foram apontados pela CNV como responsáveis pela morte e ocultação de cadáver de Rubens Paiva. Os integrantes da comissão concluíram há quase um mês as análises de documentos e testemunhos.

O general Belham era comandante do Destacamento de Operações e Informações (DOI), onde Paiva esteve preso e, segundo relatos, foi alertado, mais de uma vez, sobre o risco de morte do ex-deputado, mas não tomou qualquer providência. Um dos depoimentos analisados pela comissão revelou que Amilcar Lobo, que na época era tenente-médico, atendeu Paiva na madrugada do dia 21 de janeiro de 1971 e constatou hemorragia abdominal, por ruptura hepática. Mesmo com a recomendação médica, ele não foi hospitalizado.

O deputado Vieira da Cunha (PDT-RS) lembrou que o golpe militar ocorreu há quase 50 anos e que muitos fatos ainda não foram esclarecidos. “É uma dívida que o país tem com a nossa e com as futuras gerações. A Comissão da Verdade tem elementos suficientes para concluir que ele [o general] sabe a verdade, e é dever dele declarar onde está o corpo de Rubens Paiva. Não podemos obrigá-lo a falar, mas podemos convidá-lo e espero que ele colabore”, disse

Rubens Paiva era deputado pelo PTB e foi cassado após o golpe militar de 1964. O ex-parlamentar ficou exilado por um período e quando retornou ao Brasil, em 1971, foi preso e transferido para o DOI. Paiva morreu no dia 21 de janeiro.

 
 

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MORTE NO RIO – MULHER É ARRASTADA VIVA EM VIATURA – O HORROR DE UMA POLÍCIA DESPREPARADA E PRECONCEITUOSA – (teria a vítima resistido se não tivesse sido cruelmente torturada?)


Depois das cenas de absurda violência e despreparo da Polícia Militar do Rio de Janeiro durante protestos e manifestações, a sociedade brasileira se choca com imagens de pura crueldade, uma mulher é arrastada por uma viatura, cerca de 350 mts, presa pela roupa, sendo, após, “jogada” para dentro da mesma com total desrespeito e descaso. No enterro, protestos e revoltas de familiares e amigos que bradam  ser a “PM a vergonha do Brasil”. Vejam o absurdo vídeo no final da postagem. (cenas fortes, não mostrem a crianças).

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Auditoria da Justiça Militar recebe prisão em flagrante de PMs

O Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro determinou hoje (18) que os autos da prisão em flagrante, por cinco dias, dos subtenentes da Polícia Militar (PM) Rodney Miguel Archanjo e Adir Serrano Machado e do sargento Alex Sandro da Silva Alves fossem remetidos à Auditoria da Justiça Militar.

Os três são acusados de negligência na prestação de socorro à auxiliar de serviços Cláudia Ferreira da Silva, após ser baleada no Morro da Congonha, em Madureira, na zona norte do Rio, durante operação da PM no último sábado (15), que acabou arrastada depois de cair do porta-mala do carro dos policiais. A decisão judicial diz que não há “razão para se cogitar de relaxamento da prisão em comento”.

Eles foram indiciados por infringirem o artigo 324 do Código Penal Militar, ao deixarem, no exercício da função, de observar lei, regulamento ou instrução, dando causa direta à prática de ato prejudicial à administração militar.

Mais cedo, o governador do Rio, Sérgio Cabral, declarou que a atitude dos policiais contraria os princípios básicos que devem nortear o comportamento da polícia e, por isso mesmo, eles não ficarão impunes.

A presidenta Dilma Rousseff prestou solidariedade aos parentes de Cláudia nesta manhã.

PMs que arrastaram mulher em viatura vão depor nesta quarta-feira

Os três policiais militares acusados de arrastar o corpo da auxiliar de serviços gerais Cláudia da Silva Ferreira foram convocados a prestar depoimento na 29ª Delegacia de Polícia (DP). Eles serão ouvidos amanhã (19) pelo delegado titular, Carlos Henrique Machado, que cancelou as férias para cuidar do caso. Os depoimentos foram marcados para as 15h, mas podem ocorrer antes ou depois desse horário.

Os policiais estão presos no Complexo Penitenciário de Gericinó, no presídio de Bangu 8. O chefe de investigação da 29ª DP, Claudio Raiol, pede que testemunhas do crime venham até a delegacia depor. Nenhuma testemunha apareceu até o momento. Segundo ele, parentes da vítima foram convocados a depor, mas não compareceram.

Os policiais do 9º Batalhão da Polícia Militar colocaram Cláudia Ferreira no porta-malas de uma viatura, depois de ela ter sido baleada em uma operação no Morro da Congonha, em Madureira, zona norte da cidade, no domingo (16). No caminho para o Hospital Carlos Chagas, o porta-malas se abriu e Cláudia foi arrastada por mais de 300 metros. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a mulher chegou morta ao hospital.

Laudo preliminar da Polícia Civil constatou que a auxiliar de serviços gerais morreu em consequência de um dos dois tiros que recebeu durante ação policial no Morro da Congonha.  O laudo oficial com o atestado de óbito divulgado pela Polícia Civil confirma que a mulher já chegou ao hospital sem vida em razão da “laceração cardíaca e pulmonar de ferimento transfixante do tórax por ação perfurocortante”. O Instituto Médico-Legal (IML) fará perícias complementares.

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Laudo aponta que tiro causou morte de mulher arrastada por carro da PM (teria ela resistido se não tivesse sido cruelmente torturada?)

Laudo preliminar da Polícia Civil constatou que a auxiliar de serviços gerais Cláudia da Silva Ferreira morreu em consequência de um dos dois tiros que recebeu durante ação policial no Morro da Congonha, em Madureira, no zona norte da cidade, na manhã do último domingo (16).

Cláudia foi colocada por policiais militares no porta-malas de uma viatura, que se abriu no trajeto até o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes. Presa ao porta-malas, ela foi arrastada por mais de 300 metros. O laudo oficial com o atestado de óbito divulgado pela Polícia Civil confirma que a mulher já chegou ao hospital sem vida em razão da “laceração cardíaca e pulmonar de ferimento transfixante do tórax por ação perfurocortante”. O Instituto Médico-Legal (IML) fará perícias complementares no corpo da auxiliar de serviços gerais.

Em entrevista hoje (18), o governador Sérgio Cabral disse que os três policiais do 9º Batalhão da Polícia Militar, localizado em Rocha Miranda, também na zona norte da cidade, agiram “de forma repugnante, desumana e vão responder criminalmente pela barbárie cometida”.

O governador afirmou que a atitude dos policiais vai de encontro aos princípios básicos que devem nortear o comportamento da polícia, por isso eles não ficarão impunes. “O que nós vimos ali foi uma atitude completamente desumana: do atendimento à forma como ela foi colocada na viatura. A barbaridade da queda – enfim uma cena completamente abominável. E eles vão responder por isso. Não haverá impunidade. Eles já estão presos e vão responder por essa barbaridade”.

Cabral diz que policiais agiram de forma repugnante e desumana no Morro da Congonha (Sergio Cabral, o maior incentivador da violência policial no Rio de Janeiro)

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse hoje (18) que os três policiais do 9º Batalhão da Polícia Militar (BPM) que atiraram contra Cláudia da Silva Ferreira, durante operação no Morro da Congonha, em Madureira, zona norte da cidade, na manhã de domingo, e depois arrastaram o corpo pendurado na mala de um camburão, “agiram de forma repugnante, desumana e vão responder criminalmente pela barbárie cometida”.

Cabral ressaltou que a atitude dos policiais contraria os princípios básicos que devem nortear o comportamento da polícia e, por isso mesmo, eles não ficarão impunes. “O que nós vimos ali foi uma atitude completamente desumana: do atendimento à forma como ela foi colocada na viatura. A barbaridade da queda – enfim uma cena completamente abominável. E eles vão responder por isso. Não haverá impunidade. Eles já estão presos e vão responder pela barbaridade”.

Depois de ver as imagens de televisão, o governo disse ter ficado com “uma sensação de choque, repugnância e perplexidade”. Ele enfatizou que os policiais estão presos e vão responder pela barbárie, mas falou da necessidade de lembrar a todos que “a esmagadora maioria da polícia é contrária a ações desse tipo, e nós, nesses sete anos e três meses juntos, estamos fazendo grande esforço para pacificar comunidades e reduzir os índices de criminalidade”.

Sérgio Cabral lembrou que mais de 1.000 policiais foram punidos e afastados por conduta imprópria, durante seu governo, e garantiu que no caso da morte da auxiliar de serviços gerais Claudia da Silva Ferreira, “os envolvidos também terão que responder por todos os erros cometidos, e não apenas pela forma como a vitima foi conduzida”. Cabral reafirmopu que a Polícia Militar (PM) vai investigar, a sociedade vai cobrar: “Nós estamos em um estado de direito democrático: tem investigação, tem ação, tem Justiça e tem punição”. Mas “é evidente que eles [policiais] também têm direito de defesa”.

O governador não acredita que o ocorrido afete a confiança da população no trabalho que a polícia vem realizando, principalmente nas comunidades pacificadas. “O que a gente viu foi absolutamente desumano, mas eu não acredito que isto venha a abalar a confiança da sociedade na polícia. Eu tenho certeza absoluta de que a população reconhece o trabalho da polícia, e a forma como a comunidade da Vila Kennedy recebeu e celebrou a chegada da pacificação é uma prova dessa confiança.”

 
 

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MORTE NO RIO DE JANEIRO – “Um “saco” com quatro filhos”


A morte de uma mulher no Rio, após ser vítima de uma troca de tiros e ser arrastada por uma viatura policial, mostra como a vida continua perdendo valor no Brasil – EL PAÍS –  São Paulo 17 MAR 2014 – 21:46 BRT

A morte de Cláudia Silva Ferreira, uma auxiliar de limpeza de 38 anos, vítima de bala perdida e cujo corpo ainda foi arrastado durante 250 metros por uma viatura da Polícia Militar, rebaixou mais um pouco a cotação de uma vida no Brasil.

Seria mais uma morte por um projétil sem rumo, cotidianas trajetórias fatais nas quais a responsabilidade do Estado ainda não foi definida, mas o episódio não acabou no alto do morro da Congonha, em Madureira, no norte do Rio de Janeiro.

Três policiais do 9º BPM (Rocha Miranda), que participaram de uma troca de tiros com supostos criminosos na favela, pegaram a mulher, ferida à bala no pescoço e nas costas, e a jogaram no porta-malas –e não no banco traseiro– de uma viatura. A intenção seria a de socorrê-la, pois o relatório da polícia afirma que a vítima ainda estava viva. Porém, essa prática tem sido questionada infinitas vezes pela quantidade de irregularidades e imprudências que podem ser cometidas dentro de um camburão –o Estado de São Paulo já proibiu em janeiro do ano passado que policiais socorram feridos a tiros.

Desta vez, não deu certo. Um motorista, que com aparente temor de ser surpreendido escondia o celular entre as pernas toda vez que podia ser visto pelos agentes, gravou parte do percurso de Cláudia até o Hospital Carlos Chagas. A gravação, publicada pelo site do jornal Extra, mostra o porta-malas da viatura aberto e o corpo de Cláudia pendurado pelas roupas, enquanto era arrastado ao ritmo da ultrapassagem apressada do veículo policial.

As primeiras informações indicam que vários pedestres e motoristas alertaram aos policiais que arrastavam o corpo de uma mulher, mas foi só em um semáforo que os agentes desceram e carregaram de novo no carro um corpo, agora, em carne viva.

Cláudia Silva, mãe de quarto filhos e responsável pelos cuidados de outros quatros sobrinhos, chegou morta no hospital. Sua filha Thaís Silva, de 18 anos, foi a primeira a encontrá-la sem vida. “Eles arrastaram minha mãe como se fosse um saco e a jogaram para dentro do camburão como um animal”, gritou aos choros a jovem à imprensa.Alexandre Fernandes da Silva, de 41 anos, marido de Cláudia há 20 anos, também disse abalado que arrastaram o corpo da sua mulher como se ela fosse um saco. “A perna dela ficou toda em carne viva. Não podiam ter feito isso com ela”.

A irmã de Cláudia, Jussara Silva Ferreira, de 39 anos, ficou revoltada ao ver o vídeo do traslado da irmã. “Acham que quem mora na comunidade é bandido. Tratam a gente como se fôssemos uma carne descartável. Isso não vai ficar impune. Esses PMs precisam responder pelo que fizeram”, afirmou ao jornal Extra.

Três policias foram detidos pelo episódio. “Eles estão presos em flagrante criminalmente e vão responder por causa da condução do corpo, que não é para ser feita daquele jeito. Vi irregularidades, sim”, afirmou ao Extra o comandante do 9º BPM, tenente-coronel Wagner Moretzsohn.

Em nota, a PM justificou que este tipo de conduta não condiz com um dos “principais valores da corporação, que é a preservação da vida e dignidade humana”.

O corpo de Cláudia, velado por mais de duzentas pessoas, foi sepultado, na tarde desta segunda-feira. O enterro foi seguido de um protesto dos moradores da comunidade contra a violência policial. A polícia não deu informações sobre a origem da bala que matou Cláudia quando ia comprar pão.

 
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Publicado por em 18 de março de 2014 em DIREITO&SOCIEDADE

 

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