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FINANCIAMENTO PRIVADO DE CAMPANHAS – método de colonização contemporânea


As veias abertas da america latina   Podemos afirmar, com um mínimo de margem de desvio, que todo o ciclo evolutivo da nova “Europa ocidental”, seus acúmulos de riquezas e bens, se deu sustentada pela América Latina, através de um,  então novo, modelo de colonização exploratória que, diferente de modelos anteriores onde se mantiveram povos e culturas, simplesmente dominando, escravizando e explorando, promoveu, talvez, “a maior destruição sociocultural e demográfica da história” (Aníbal Quijano), impondo sua cultura, religião e costumes.

A  história da América Latina começa com a destruição de seu povo, sua cultura, portanto, de sua própria história. Contemporaneamente vivemos um momento que alguns chamariam de transição, o qual denomino híbrido. Enquanto grupos indígenas e afro-latino-americano lutam por um resgate cultural de sua própria história, outros grupos buscam uma modernidade eurocêntrica. Esse lapso temporal, que por demais se alonga, reafirma que o antigo ainda não morreu e que o novo ainda não acabou de nascer.

Aproveitando-se da hibridez desse momento contemporâneo, somado a uma vocação de ser colonizado e seguir os modelos do colonizador, por falta de identidade própria, incutida na maioria da população, Europa e EUA disputam sua influência política exploratória em todo o território da América Latina. A diversidade de influências, portuguesa, espanhola, holandesa, francesa, inglesa somadas à miscigenação cultural dos imigrantes dos “quatro cantos do mundo”, facilita a desconstrução de identidade própria e a fragmentação cultural e ideológica, possibilitando manipulação política e um grande potencial exploratório.

Soma-se a este quadro a dependência do novel modelo de colonização através do capital alienígena e à velocidade, promovida pela internet com a integração de mercados, com a qual trocam de continente e o baixo investimento na substituição de importações.

A América Latina é possuidora do maior volume de água potável do mundo, em superfície e subsolo, do maior potencial energético, das maiores reservas minerais, das maiores reservas de florestas nativas, maior variedade de fauna e flora, gigantesco potencial petrolífero, é em tudo gigantesca a América Latina, sendo esse seu grande problema, a ambição do chamado “primeiro mundo”, a disputa entre a Europa Ocidental e os EUA pela modificação do mapa geopolítico de influências e de capital.

Permitiremos isso até quando, até quando teremos o complexo de colonizados que perderam sua identidade, vivendo sob a égide política, cultural e exploratória dos colonizadores modernos? Até quando aceitaremos dirigentes políticos que chegam ao poder através de investimentos feitos em forma de financiamento de campanhas por grupos de interesses transnacionais que visam apenas o acúmulo de capital através da exploração indiscriminada e depredatória?

Não faço aqui uma alusão à uma revolução bolivariana, mas sim uma apologia a uma unificação de objetivos, de resgates culturais, de construção de uma identidade própria, de escrevermos nossa história em nosso próprio papel, com nossa própria caneta, assumindo a consciência que não precisamos de colonizadores e sim que esses, sem o potencial Latino Americano, irão ruir do alto de seus castelos de areia.

pugnolatino

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A Rússia é afastada do G8 depois da anexação da Crimeia


A Rússia não pode continuar pertencendo ao grupo de países mais industrializados do mundo, G8, se continuar violentando a soberania nacional da Ucrânia. Por isso, Moscou não assistirá à próxima reunião do grupo, que passará a se chamar G7 e se reunirá em junho em Bruxelas, e não em Sochi, como estava previsto. O giro europeu do presidente norte-americano, Barack Obama, que começou hoje na Holanda e chegará depois à Bélgica e à Itália, para terminar na Arábia Saudita, deu assim um reviravolta por conta de uma crise mais própria da Guerra Fria.

França, Alemanha, Reino Unido, Japão, Canadá e a própria Itália apoiam a firmeza dos EUA. Por enquanto, isso é tudo, porque o G7 só “está preparado para impor umas multas” que não estão especificadas. Herman Van Rompuy, presidente do Conselho Europeu, e José Manuel Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, apoiaram a decisão de apartar por agora a Rússia. O único que não parece não perceber isso é Putin, o presidente russo. Sergei Lavrov, seu ministro de Relações Exteriores, desdenhou o gesto de seus ainda sócios, qualificando-os de “clube informal sem autênticos membros; o importante é o G20”, disse, em Haia, sede da Cúpula Nuclear, onde todos coincidiram e que se tornou obscura pela crise da Crimeia. “Se nossos sócios ocidentais acham que o modelo do G8 já não presta, não pensamos em nos ater a isso. Não é um problema para nós não ir. Trata-se de colaborar, não de capitalizar uma relação quando é preciso, para depois ignorá-la, em nome de razões de política doméstica”, acrescentou o ministro, quando soube que o afastamento poderia ser definitivo se seu país mantiver o pulso da Crimeia.

A acidentada viagem de Obama mostrou as mudanças operadas na diplomacia, mais do que nunca em mãos dos líderes internacionais. O presidente admirou primeiro em Amsterdã “A ronda da noite”, o quadro emblemático de Rembrandt. A seguir, pediu reduzir o arsenal mundial de urânio e plutônio para evitar o terrorismo nuclear. Por fim, passou à alerta: A Rússia deve saber que meu país e a UE estão de acordo em apoiar ao Governo e ao povo da Ucrânia”, disse.

Crimeia, perdida talvez para sempre, o objetivo de evitar que a Rússia abra em canal a Ucrânia resultará mais caro para os europeus que para os Estados Unidos. Muito menos dependente do fornecimento russo de energia, Washington busca a fórmula para se auto-abastecer, entre outras coisas, extraindo gás ardósia por meio do polêmico sistema de “fracking”. Para Itália, França e Alemanha, não é tão fácil. Grande parte da energia de uso diário chega da Rússia, e a firmeza de umas possíveis multas que atinjam profundamente o econômico, pode ser malogrado por culpa da má situação financeira europeia.

Em plena tensão internacional, o encontro nuclear -que termina nesta terça-feira- favoreceu assim um frenético jogo de encontros bilaterais. Antes de se reunir com o G7, Obama falou com o presidente chinês, Xi Jinping. Aproximar posturas com Pequim, que costuma se alinhar com Moscou, é essencial para Washington. Daí as reveladoras declarações do mandatário norte-americano ao despedir-se de Xi: “Acho que podemos trabalhar juntos no terreno do direito internacional e o respeito da soberania nacional”, disse. Algo enigmático, Xi Jinping afirmou que via “mais espaço para a cooperação entre ambos os países”. Pouco antes, David Cameron, primeiro-ministro britânico, advertia Putin de que “o Governo russo deve mudar de rumo”. Por sua vez, Angela Merkel, chanceler alemã, reforçou que o “G8 já não existe nestes momentos”.

Sergei Lavrov aproveitou também para dialogar com o seu par ucraniano, Andriy Deshchitsia. Era a primeira vez que o faziam desde a anexação da Crimeia à Federação Russa, e Deshchitsia chegou com duas petições claras: a retirada do Exército russo e a busca de uma solução pacífica para o conflito. A Assembleia Geral da ONU debaterá na próxima quinta-feira uma resolução apresentada pela Ucrânia denunciando a legitimidade do referendo do último 16 de março.

Putin conseguiu a expulsão de um fórum que agora prefere ignorar por ter quebrado o princípio da soberania nacional. O mesmo que sustenta as relações internacionais desde o século XVII. Também, por reviver o trágico fantasma da reunificação étnica na Europa. Ter feito isso com a Ucrânia, uma das antigas repúblicas da União Soviética, prejudica ainda mais a situação. Moscou prometeu respeitar a integridade territorial de sua vizinha, em troca de que lhe entregasse as armas nucleares ali armazenadas durante a Guerra Fria. Na segunda-feira, no entanto, as tropas ucranianas recebiam a ordem de se retirar da Crimeia em uma cena similar à de uma outra era política.

 
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Publicado por em 24 de março de 2014 em Notícias e política

 

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Senado pede ao Legislativo norte-americano documentos relativos ao golpe de 1964


Karine Melo – Repórter da Agência Brasil Edição: Davi Oliveira

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), confirmou nesta quinta-feira (20) que também será signatário da carta endereçada ao presidente do Senado dos Estados Unidos solicitando o acesso do Brasil a documentos que podem esclarecer fatos relacionados ao golpe militar de 1964.

Brasília - O presidente do Senado, Renan Calheiros, durante o lançamento da exposição “Onde a Esperança se Refugiou.” (Antonio Cruz/Agência Brasil)
O senador Renan Calheiros anunciou que também vai assinar carta a ser enviada ao Senado norte-americanoAntonio Cruz /Agência Brasil

O documento foi redigido e assinado por senadores que integram a Comissão de Direitos Humanos da Casa, a pedido do filho do ex-presidente João Goulart, João Vicente Goulart.

Os 50 anos do golpe militar estão sendo lembrados na exposição Onde a Esperança se Refugiou, inaugurada hoje no Salão Negro do Congresso Nacional. Organizada em cinco eixos, a mostra apresenta 366 retratos de desaparecidos durante a ditadura militar no Brasil. A exposição foi produzida pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH) e inclui também documentos denunciando o terror implantado por ditaduras em outros países latino-americanos.

Durante a solenidade, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que, em um regime democrático, os eventuais abusos cometidos no exercício da liberdade de expressão só podem ser coibidos pelo Judiciário.

Lembrando que a Justiça brasileira tem cumprido esse papel, Renan cobrou que a sociedade continue vigilante e, na medida do possível, busque reparação para os excessos cometidos.

O senador disse ainda que é preciso não esquecer o período de supressão de liberdades inaugurado com a chegada dos militares ao poder. Ele também afirmou que o Brasil ainda não conseguiu fazer inteira justiça àqueles que sofreram, entre outras perdas, a do mais básico dos direitos da cidadania, que é o da livre manifestação do pensamento.

A exposição está aberta para visitação de hoje até 13 de abril, das 9h às 17h.

 
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Publicado por em 20 de março de 2014 em Notícias e política

 

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EUA e UE aplicam sanções a ucranianos e russos por referendo


O Presidente norte-americano, Barack Obama, decretou sanções a 11 altos representantes russos e ucranianos, incluindo o presidente destituído Viktor Ianukóvitch . Entre as medidas, em resposta ao referendo sobre a integração da península autônoma ucraniana da Crimeia à Rússia, está o congelamento de bens.

O vice-primeiro-ministro russo, Dmitri Rogozine, a presidente do Conselho da Federação (câmara alta do Parlamento russo), Valentina Matvienko, dois conselheiros próximos do presidente russo Vladimir Putin e dois deputados da Duma (a câmara baixa do Parlamento russo) estão entre os incluídos nas sanções.

Do lado ucranianos, estão dois líderes separatistas da Crimeia, o presidente destituído Viktor Ianukóvitch e um conselheiro do antigo governante.

A União Europeia também anunciou hoje sanções a 21 pessoas consideradas responsáveis pela unificação da Crimeia à Rússia. Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos 28 Estados-Membros do bloco decidiram restringir viagens e congelar bens dessas pessoas, que aidna não tiveram os nomes divulgados.

No referendo de ontem (16), quase 97% dos eleitores que foram às urnas na Crimeia votaram a favor da reunificação à Rússia, de acordo com a Comissão Eleitoral da Crimeia, Mikhailo Malychev. O território é habitado majoritariamente por 58,32% de russos, além de 24,32% de ucranianos (ambos de religião ortodoxa) e 12,1% de tártaros da Crimeia (muçulmanos), o que já indicava vitória do “sim”. Os governos dos Estados Unidos e dos países da União Europeia divulgaram que não reconhecem o resultado do referendo, por considerarem a consulta “ilegal e ilegítima”.

O último presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachov, hoje com 83 anos, apoiou o resultado e disse que ele corrige um erro histórico. A península com geografia estratégica, banhada pelo Mar Negro, foi cedida à Ucrânia em 1954 pelo então líder soviético Nikita Khrushchev, quando Rússia e Ucrânia integravam a União Soviética.  Segundo Gorbachov, o povo corrigiu o erro e o ato deve ser saudado, sem aplicação de sanções.

*Com informações da Agência Lusa

 
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Publicado por em 18 de março de 2014 em Notícias e política

 

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ESTADOS UNIDOS LEVARAM TODO O OURO DA UCRÂNIA


 

ESTADOS UNIDOS LEVARAM TODO O OURO DA UCRÂNIA. Será que o país mais poderoso da terra incorporou o espírito dos Irmãos Metralhas?

A maioria dos analistas econômicos preferiram não comentar este fato escandaloso. Não pode ser para garantir a promessa de um empréstimo à Ucrânia que não resolve nem e milésima parte dos compromissos vencidos. Neste caso seria um pagamento adiantado por um empréstimo que nem saiu. Como a Ucrânia não deve para os Estados Unidos e sim para a Rússia (contas de fornecimento de gás, entre outras), os ladrões devem ter levado o ouro para impedir que a Ucrânia pagasse suas dívidas com o precioso metal. Ou seja, impedir que o ouro fosse para a Rússia.

Mas existe outra explicação que não justifica o “confisco” mas pelo menos joga alguma luz sobre o “assalto ao trem pagador” por Obama Biggs: de acordo com um relatório do Serviços de Segurança Federal russo – FSB – o então Diretor Geral do Fundo Monetário Internacional (FMI ), Dominique Strauss-Kahn, estava se tornado “cada vez mais preocupado”, no início do mês de maio de 2011, depois que os Estados Unidos começaram a “enrolar” na sua prometida entrega DEVIDA ao FMI de 191,3 toneladas de ouro acordados no âmbito da segunda alteração dos artigos do acordo assinado pelo Conselho Executivo do FMI em Abril de 1978 que estavam sendo vendidos para financiar os chamados Direitos de Saque Especiais ( DSE ) como uma alternativa ao que é conhecido como a reserva de moedas.

O relatório afirma que Dominique Strauss-Kahn foi acusado e preso nos EUA por alegados crimes sexuais apenas porque descobriu que todo o ouro que deveria estar depositado nos Bullion Depository dos EUA em FORT KNOX estava faltando e / ou tinha “desaparecido” ( na verdade foi totalmente ROUBADO).

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Publicado por em 15 de março de 2014 em Notícias e política

 

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Azevêdo espera acordo rápido entre Brasil e EUA sobre algodão – Brasil examinará lei agrícola dos EUA ‘com lupa’ antes de adotar sanções por algodão


FONTE BBC BRASIL

Ligia Hougland De Washington para a BBC Brasil E Pablo Uchoa Da BBC Brasil em Washington

O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o brasileiro Roberto Azevêdo, disse nesta segunda- feira em Washington que espera que o contencioso do algodão entre o Brasil e os Estados Unidos na organização se resolva “o mais rápido possível”.

Azevêdo não quis entrar em detalhes sobre as negociações entre o Brasil e os Estados Unidos paa resolver a disputa, que envolve a adoção de subsídios pelos Estados Unidos que beneficiam os produtores americanos, prejudicando os exportadores brasileiros. A Camex (Câmara de Comércio Exterior) em Brasília está para decidir se o Brasil adota sanções contra os americanos, já autorizadas pela OMC.

“As conversações sobre o algodão, no meu entendimento, continuam no plano bilateral. Minha expectativa é de que haja um entendimento”, disse Azevêdo.

“Sempre que temos uma diferença entre dois membros, procuramos que essa diferença seja resolvida bilateralmente. Há outras negociações em andamento que podem ajudar, como a própria negociação da Rodada de Doha (de liberalização do comércio global), por exemplo, que pode, quem sabe, levar a entendimentos que nos permitam virar a página sobre o contencioso do algodão”, ressaltou.

OMC ‘precisa dos EUA’

O chefe da OMC disse que a disputa entre EUA e Brasil não foi discutida durante a reunião que teve nesta segunda-feira com o presidente dos Estado Unidos, Barack Obama, na Casa Branca.

“O encontro com Obama foi muito importante para mim. O presidente fez questão de informar que dá apoio aos esforços em Genebra e que a parceria dos EUA com Genebra vai continuar”, disse Azevêdo.

O diretor-geral da OMC salientou a necessidade de os EUA terem um papel central no debate sobre comércio global em Genebra, salientando que “a OMC precisa dos EUA e os EUA precisam da OMC.”

Essa foi a primeira visita do diretor-geral a Washington desde que a OMC fechou com sucesso, em dezembro passado, seu primeiro acordo global em 15 anos.

O pacote, que pode adicionar US$ 1 trilhão ao comércio global, busca simplificar os procedimentos para transações comerciais internacionais e dá mais espaço para que países em desenvolvimento aumentem seus subsídios agrícolas.

O acordo inclui parte do previsto nas negociações da Rodada de Doha, lançada há 12 anos.

Brasil examinará lei agrícola dos EUA ‘com lupa’ antes de adotar sanções por algodão

O governo brasileiro vai examinar “com lupa” a lei agrícola aprovada na Câmara dos Representantes dos EUA para avaliar se a legislação desmantela os subsídios ao algodão – conforme reivindicações de produtores brasileiros do setor, amparadas pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

A manutenção de mecanismos que distorçam o comércio mundial do algodão pode levar a retaliações do lado brasileiro que já foram autorizadas em 2010 pela OMC. As medidas só não entraram em vigor porque os dois países concordaram em não agir unilateralmente enquanto nova legislação não fosse aprovada pelo Congresso americano.

“A retaliação está sobre a mesa, ela é uma possibilidade real”, disse o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, após se reunir em Washington com o representante dos EUA para o Comércio, Michael Froman.

“Vamos ver (a legislação) com muito cuidado, com lupa, para ter certeza de que as nossas preocupações foram atendidas”, afirmou.

Insatisfação

Figueiredo disse que as autoridades indicaram para o governo brasileiro que a nova legislação deve atender às reivindicações brasileiras no sentido de desmantelar os subsídios ao algodão.

Porém, entidades como a Coalizão das Indústrias Brasileiras, que representa os interesses do setor privado brasileiro nos EUA, insistem que a legislação extingue alguns subsídios, mas contempla outros, o que no frigir dos ovos pode resultar em distorções até maiores do mercado.

A nova lei elimina os chamados pagamentos diretos aos produtores – pagos independentemente de eles produzirem ou não –, porém destina parte dos US$ 5 bilhões economizados anualmente para uma nova categoria de seguros de safras.

O projeto passou na Câmara na quarta-feira. Espera-se que seja votado no Senado na semana que vem.

Contencioso na OMC

Por causa dos subsídios americanos ao algodão, a OMC autorizou o Brasil a retaliar comercialmente os EUA, não apenas no campo agrícola, mas em qualquer setor econômico – mesmo em áreas sensíveis, como direitos autorais.

O valor autorizado da retaliação, US$ 829 milhões, foi o segundo maior da história, segundo a Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Para evitar a ação, os EUA vinham pagando, em parcelas mensais, um total anual de US$ 147,3 milhões a um fundo de apoio aos produtores brasileiros. Porém, o valor mensal foi pago apenas parcialmente em setembro e está suspenso desde outubro.

A Camex estabeleceu então um processo de consulta pública e criou um grupo técnico para “viabilizar a decisão sobre a adoção de medidas” até o fim de fevereiro.

Como parte do processo, os técnicos brasileiros devem submeter a nova lei americana a um rigoroso processo de avaliação, para o qual o encontro entre o chanceler Figueiredo e o embaixador Froman em Washington fornecerá subsídios.

O chanceler disse que não pretende “antecipar a decisão da Camex” em relação ao contencioso.

“Essa é uma decisão colegiada no governo, da própria Camex”, disse o ministro.

“Vamos analisar, vamos aprimorar o diálogo com os americanos para esclarecer as consequências dessa nova lei, até que nós, no Brasil, estejamos plenamente convencidos de que a lei faz o que eles dizem que ela faz, que é atender as preocupações brasileiras e eliminar os subsídios de maneira importante.”

 
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Publicado por em 10 de março de 2014 em Notícias e política

 

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Em plena crise na Ucrânia, EUA envia aviões de guerra à Polônia para exercício de treinamento. Uma ameça velada?


Varsóvia, 09/03/2014 – Os Estados Unidos estão enviando uma dúzia de aviões de combate F-16 para a Polônia, como parte de um exercício de treinamento, em meio a contínuas tensões entre a Ucrânia e a Rússia, informou neste domingo o Ministério da Defesa polonês.

Cerca de trezentos soldados também serão enviados para a Polônia, como parte do exercício. O envio das equipes e aeronaves deve ser concluído até quinta-feira.

O secretário de Estado dos EUA para a Defesa, Chuck Hagel, e seu homólogo polaco Tomasz Siemoniak concordaram com o envio durante um telefonema, de acordo com um comunicado do ministério polonês. Os soldados teriam sido enviados a pedido da Polônia.

O exercício foi originalmente planejado para ser menor, mas foi ampliado por causa da “situação política tensa” na Ucrânia, disse o porta-voz do ministério da defesa, Jacek Sonta.

O envio das tropas e das aeronaves à Polônia acontece depois de Washington anunciar que também estava enviando quatro aviões F-15 para a Lituânia para reforçar a vigilância no espaço aéreo em torno do Báltico.

De acordo com o Ministério da Defesa da Lituânia, o movimento foi uma resposta à “agressão russa na Ucrânia e ao aumento da atividade militar em Kaliningrado”, o enclave russo que faz fronteira com a Polônia e a Lituânia.

Enquanto a Polônia tem 48 de seus próprios F-16, os estados bálticos não têm meios aéreos suficientes e se voltam à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para fornecer proteção para seus espaços aéreos. Fonte: Dow Jones Newswires

 
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Publicado por em 9 de março de 2014 em Notícias e política

 

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