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Moradores do Complexo da Maré se insurgem contra a PM e o Exército


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Publicado por em 24 de fevereiro de 2015 em DIREITO&SOCIEDADE

 

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ENCONTROS QUE DEIXAM MARCAS. UM RELATO SOBRE O ATO DA MARÉ – Por Priscila Pedrosa Prisco


DO PERFIL NO FACEBOOK – círculo de cidadania

10387480_1419574848340411_428368994036630123_n   Um pouco mais recuperada do choque que tive hoje ao acompanhar o ato da população em favor da vida, na Maré, em mais uma missão pela Comissão de Direitos Humanos da OABRJ, eis que me sinto no dever cidadão de contar o que testemunhei. Estou transbordando coisas que não cabem mais em mim.
Demorei a escrever tentando me acalmar primeiro, mas só agora estou consciente e tenho uma pequena dimensão da nossa realidade de guerra.
Contudo, queria dizer que me deixa um pouco envergonhada escrever sobre o que vi, já que minha mediocridade da zona sul é mantida às custas do sangue do povo que vive nas favelas. Sou ridiculamente ignorante sobre a realidade. Vi isso ao me deparar com a guerra de verdade na (mesma cidade?) onde eu moro.
Bom é até ridículo eu falar que conheço a realidade do local, porque apesar de trabalhar com Direitos Humanos, me deparei com a realidade de que não tenho noção do que acontece nos bastidores do poder para que se mantenha aquele cenário, eu só acompanhei 3 horas do terror de uma ocupação militar, chamada de “pacificação”, que já dura 11 meses, com o risco de ser prorrogada.
Ao chegar ao local de concentração do ato, em uma das entradas do complexo da Maré, por volta das 18horas, vi muitos profissionais de mídia independente, mídia corporativa, advogados, vereadores e ativistas que foram apoiar a manifestação na tentativa de garantir que ela fosse respeitada pelas autoridades.
Já senti uma tensão inicial: muitos carros da PM, tanques do exército, muitos oficiais da PM a nossa volta tirando fotos e filmando todos que ali estavam.
Em meio a este jogo de paixões e incertezas, típicos de uma guerra, vi uma tentativa doce e corajosa, cerca de 130.000 pessoas tentam levar uma vida “normal”. Uma tentativa corajosa de ir e vir, de sair de casa, de tomar uma cerveja no bar, de pegar um mototaxi, enfim, uma tentativa absolutamente corajosa de viver e ser feliz em meio a uma contradição.
Por volta das 19 horas o ato sai em marcha com cerca de 700 cidadãos pelo direito de viver. Fui acompanhando o ato e fechamos uma pista da Avenida Brasil, com faixas, cartazes, lágrimas e gritos que expressavam a dor de muitas mães que tiveram seus filhos mortos pela guerra.
Fomos em direção à linha amarela, ato pacífico, bonito, emocionado, forte e o clima muito tenso.
Chegando na linha amarela houve uma tentativa de se fechar as pistas nos dois sentidos, mas foi imediatamente reprimida pelos militares com uma rajada de spray de pimenta que já tirou quase metade das pessoas das ruas.
O ato segue mais uns 200 metros e, ao passar em frente à uma passarela, perto de outra entrada que dá acesso ao complexo, vejo uma barricada com MENINOS do exército atentos para o combate a qualquer momento. Eles estavam estrategicamente posicionados perto de uma árvore de forma que os carros que passavam pela via não pudessem ver.
Vou seguindo o ato, atrás, com alguns companheiros mais um pouco e escuto um tiro. Era um policial militar que tinha dado um tiro para cima, outro tanto que estava na manifestação dispersou.
Boa parte seguiu corajosamente pela linha amarela, mas agora não tinha saída. Com medo de ficar encurralada eu e meus companheiros voltamos e nos aproximamos da PM e das barricadas com os MENINOS do exército.
Eles também pareciam estar com medo. Ao mesmo tempo que pareciam estar temendo de alguma forma pela nossa segurança ali. Realmente eu não os vi como homens maus com prazer de matar. Vi pessoas tensas, estressadas, assustadas, apreensivas e com uma arma na mão.
Dava mesmo para sentir a tensão de todos os lados: dos policiais, da população, dos motoristas parados na linha amarela, minha, dos meus companheiros, da imprensa, enfim, todos ali tinham a sensação de que qualquer coisa podia acontecer.
Sem saber o que fazer: se ficava, se voltava ou se ia atrás de outros companheiros que acompanharam o ato, vi o céu ficando vermelho. Vários tiros, traçantes cruzavam o céu mais ou menos em nossa direção.
Eu, estática, sem saber o que fazer, ouvia gritos dos policiais e dos militares do exército: “deitem no chão” e outro “encoste na parede”. Um senhor, morador da região, passava ao meu lado como se aquilo fosse apenas fogos de artifício e dizia calmamente: “ vai por aqui que não tem perigo”. Então fiz o que ele me falou.
Seguimos atônitos para o ponto de concentração, certos de nossa mais absoluta insignificância diante da guerra, muito preocupados com as pessoas que foram acompanhando o ato até o batalhão.
Recebíamos mensagens dos companheiros dizendo que a policia militar estava dando tiros de metralhadora para cima, que estavam com medo, que a polícia estava soltando muitas bombas. Ficamos no posto de gasolina esperando notícias e, literalmente, administrando vários sentimentos de uma só vez: o medo, a indignação, a raiva, a impotência, a solidariedade etc. A única certeza que tínhamos era que nada daquilo ali fazia sentido algum, que aquela não podia ser uma realidade para ninguém.
Os cidadãos que habitam as favelas do Rio convivem com isso todos os dias. Por que alguém acharia que eles não teriam coragem de seguir no ato até o final? O que mais eles poderiam perder?
Os cidadãos das favelas sabem que não é preciso apenas coragem, é preciso ter instinto de sobrevivência para chamar atenção da sociedade sobre a guerra que acontece nas nossas barbas, chamar a atenção da sociedade sobre o fato de que eles também tem o direito de viver. Ou isso, ou aceitar a morte! A morte é seletiva, só eles morrem. Por isso talvez eu tenha tido coragem de ir até um certo ponto, mas talvez não tenha tido o instinto porque no meu mundo da fantasia as balas são de borracha.
A brava revolta dos cidadãos que habitam as favelas se canaliza, inevitavelmente, contra aqueles que sujam as mãos de sangue, todos os dias, mas os verdadeiros culpados não são os que apertam o gatilho. Uma sucessão de erros! Uma hipocrisia colocar pessoas pobres para matar pessoas pobres e fazer com que todos acreditem que isso é um problema individual do policial “mau” ou do policial “bom” só para desviar o foco do verdadeiro problema estrutural, ao qual serve esse tipo de política de segurança pública.
Enquanto isso, deixamos que os verdadeiros articuladores da guerra sejam considerados vítimas de um suposto “golpe”.
Quem é o inimigo? A guerra é de quem contra quem?
A guerra é do governo (Estadual – Federal-Municipal) contra a população pobre.
A guerra em nome da manutenção da politica de proibição às drogas na nossa cidade mata e tortura mais que todos os casos de morte por overdose no mundo, somados.
Volto, então, ao local de onde saímos e vejo um desfile de tanques, uns 6 passando em fila, passando de um beco para o outro.
A esta altura estávamos procurando o carro que foi estacionado pelo Alexandre Mendes em algum lugar que ele já não lembrava mais.
Eis que estávamos perdidos e andando no cenário mais estranho que já tinha visto: de um lado bares e restaurantes abertos, com música ao vivo e, de outro, tanques de guerra. Fomos salvos pelo registro do local do estacionamento no GPS.
Então, de repente, uma pessoa grita dentro de uma casa e corre para a rua. Nos assustamos, mas dessa vez era uma lagartixa. Tudo então parece normal.
Nós que temos a sorte de não termos que ficar lá, voltamos para o mundo da fantasia da Zona Sul, porém eu não sou a mesma pessoa de antes.
Já os cidadãos da Maré continuam lá, lutando pelo direito de existir.

PRISCILA PEDROSA PRISCO

Crédito da foto: Cristiane Oliveira

 
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Publicado por em 24 de fevereiro de 2015 em DIREITO&SOCIEDADE

 

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COMPLEXO DA MARÉ RJ – ESTADO MÍNIMO, INTERVENÇÃO MILITAR, VIOLAÇÕES CONSTITUCIONAIS E NENHUM DIREITO HUMANO – parte 2


10999813_955930981083859_7623802668202826521_n   PM TOCA TERROR NA MARÉ CONTRA O DIREITO DE LIVRE MANIFESTAÇÃO

Hoje (23/02), no protesto da comunidade mareense contra o estado de exceção representado pela ocupação militar da comunidade, pela vida e pelo direito de ir e vir, houve forte repressão da PM.

A polícia foi acusada, por diversos participantes da manifestação, de disparar tiros de arma letal contra os manifestantes que, de forma contundente, ocuparam as pistas da Av. Brasil e depois a Linha Amarela, e os acessos à Linha Vermelha, que só foram liberados após às 23h.

Noite adentro, horas após o fim do protesto, o terror de estado continuou dentro da comunidade. A PM usou a esmo, e em grande quantidade, bombas de gás lacrimogêneo, causando mal-estar em milhares, indistintamente, idosos e crianças entre eles.

“Já não havia protesto, mas a mensagem do terror policial era clara: é isso o que acontece quando vocês favelados ousam lutar contra o estado por seus direitos.”, afirmou uma moradora.

A manifestação foi organizada pelo movimento Maré Resiste, de moradores da comunidade: “sem partido, sem ONG, sem facção, sem líder, é nós por nós”, afirmam na descrição do evento.

A manifestação foi organizada após casos recentes de pessoas da comunidade assassinadas pela PM e pelo exército, que em duas ocasiões diferentes, recentes, abriu fogo contra duas kombis que transportavam moradores, com vítimas mortas e feridos, entre outros casos graves de violência institucionalizada inclusive contra crianças. Ainda hoje um adolescente foi baleado na Vila do João.

Foto: Choque/PM lança bombas de ‘efeito moral’ para dentro da comunidade. Milhares de moradores passaram mal

Por José Lucena

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Bombas que o exército e a PM está jogando AGORA em casas de moradores da Maré, horas depois do protesto. Covardia desses porcos, se vingam dessa maneira porquemoradores tiveram coragem de protestar. Isso é fascismo, ditadura, e foda-se se parte da sociedade está tranquila em suas casas: OU TEM DEMOCRACIA PARA TODOS OU NÃO TERÁ PARA NINGUÉM!

10430904_792186084184395_4626602460134580562_n   REBELIÃO POPULAR NO COMPLEXO DA MARÉ
Polícia dispara munição letal contra manifestantes

A equipe de reportagem de AND acaba de voltar do Complexo da Maré, ondemoradores se levantaram com paus e pedras em uma ação sem precedentes contra as forças de pacificação na história da militarização de favelas no Rio de Janeiro. Depois de um protesto pacífico reprimido com tiros de fuzil pelas Forças de Pacificação e bombas de gás atiradas pela PM, moradores se revoltaram e revidaram com pedras e morteiros dos acessos às favelas Vila do João, Vila do Pinheiro e Baixa do Sapateiro.

A Tropa de Choque chegou ao local ainda às 20h, mas não foi capaz de conter a fúria das massas. Às 22h, fartos daquela ação covarde que deixou incontáveis moradores, feridos e intoxicados pelo gás, além das cotidianas ações do exército e da polícia na Maré, moradores surgiram dos becos em grupos enormes de centenas de pessoas e expulsaram um contingente de mais de 200 policiais de um longo trecho da Linha Amarela. A via que margeia o Complexo da Maré é uma das principais da cidade.

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Mesmo vendo que não havia disparos de munição letal, policiais atiraram com pistolas e fuzis a esmo direto contra a multidão. Ao menos uma pessoa foi baleada e levada para a Unidade de Pronto Atendimento que existe próximo ao local. A ação é uma contundente resposta à presença das tropas de repressão do velho Estado, que somente nas últimas duas semanas, deixaram dois mortos e vários feridos em ações desastrosas nas favelas Salsa e Merengue e Vila do João.

 

Em duas ocasiões, veículos tripulados por moradores foram metralhados por soldados do exército sem absolutamente nenhum motivo. Tamanha a violência da polícia e das Forças de Pacificação, “uma faísca pode incendiar a pradaria”. Fiquem atentos, pois daqui a pouco publicaremos um vídeo com imagens exclusivas do confronto no Complexo da Maré.

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Publicado por em 24 de fevereiro de 2015 em DIREITO&SOCIEDADE

 

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COMPLEXO DA MARÉ RJ – ESTADO MÍNIMO, INTERVENÇÃO MILITAR, VIOLAÇÕES CONSTITUCIONAIS E NENHUM DIREITO HUMANO


Fotos da publicação de NINJA

Fotos da publicação de NINJA

No Brasil, para garantir a exploração e opressão pelo capital, o estado de exceção virou uma regra. Nunca neste país, nem na ditadura militar, tivemos tantos assassinatos e desaparecidos, em plena democracia temos presos políticos e torturas, isto comandado e acobertado pelos que juraram jamais deixar voltar a acontecer. Nossos nativos, nossos jovens de periferia, trabalhadores ruais, sem terra e sem teto estão sendo massacrados, com consentimento dos Governos e sob o silêncio estratégico da mídia. Quando pequeno, assistia filmes que mostravam a corrupção e os ladrões internacionais em Marrocos, a pobreza de Calcutá, a exploração quase escrava dos trabalhadores em países da África, a violência no Vietnã, o acúmulo de riquezas na Inglaterra e outros reinos, ficava horrorizado, hoje vejo tudo isso em meu cotidiano, querendo acordar a cada manhã e descobrir que foi um sonho ruim, mas não é. Estamos nas mãos de uma quadrilha de fascistas que saqueiam a nação e menosprezam o povo. Isso tudo me enoja, como me enoja saber que soldados mal pagos, certamente oriundos de comunidades como a Maré, se sujeitam a massacrar seus irmãos, a serviço dos porcos, por migalhas. São uma sub espécie de uma sub raça, são a escória da sociedade.

OS TEXTOS QUE SEGUEM ABAIXO NÃO SÃO DE MINHA AUTORIA, MAS CONCORDO COM ELES EM TUDO QUE FOI DITO, FORAM RETIRADOS DE REDES SOCIAIS.

NÃO DÁ MAIS PRA SEGURAR… EXPLODE CORAÇÃO!

Segue o relato do cotidiano do nosso povo:

No dia 12/02 cinco amigos tiveram o carro fuzilado pelos militares no Salsa e Merengue quando voltavam de uma festa. Um dos ocupantes do veículo teve a perna amputada e continua internado em estado grave.

Sexta-feira, dia 20/02 um pedreiro foi assassinado enquanto fazia o seu trabalho na Vila do João. A justificativa da execução foi o trabalhor ser confundido com um traficante.

Ontem, dia 21/02, uma Kombi que fazia lotada Maré x Bonsucesso, na Vila do Pinheiro, foi metralhada deixando pelo menos cinco pessoas feridas.
Antes disso, fotógrafos e comunicadores comunitários já sofreram com abuso e violência dos militares e foram impedidos de registrar as violações cometidas pelo exército.

Em julho, quando completava um pouco mais de um ano da chacina que matou 10 moradores, a Maré sofreu um ataque violento da pareceria governo federal e governo do Rio, quando cerca de quarenta famílias da favela salsa e Merengue tiveram suas casas destruídas sem qualquer aviso prévio ou plano de reassentamento. O local foi cercado por tanques de guerra para impedir resistência da população.

O Bloco “Se Benze que dá” completou 10 anos esse ano e continua gritando pelo direito de ir e vir dentro das favelas dominadas agora não só pelo tráfico, mas pela força de pacificação. hoje as fronteiras são em maior quantidade!

Fotos da publicação de NINJA

Fotos da publicação de NINJA

Durante a caminhada, quando o bloco iria passar pela divisa do Pinheiro (onde a kombi foi alvejada), um tanque atravessou a rua se posicionando em frente ao bloco impedindo a passagem. Os participantes fizeram uma grande vaia. Outros dois tanques nos cercaram, uma sirene soava alto com uma luz vermelha piscando e muitos homens fortemente armados apontavam para nós. Foi um momento de muito medo, após os últimos acontecimentos violentos na Maré, nesse momento tiramos uma força que não se tem sozinho, só mesmo um coletivo é capaz de fazer esse enfrentamento. Continuamos andando em frente na direção dos tanques, gritamos mais alto e mais bravos. até eles recuarem. Ainda não tinha acabado. Havia uma barricada embaixo do viaduto com homens apontando metralhadoras. Resistimos e enfrentamos sem recuar, mostrando que apesar de toda a repressão não perdemos a capacidade de nos indignar e não aceitamos a permanência do Exército na Maré promovendo todo tipo de barbárie contra a população.

 

MARÉ REVOLTA

Centenas pessoas saíram da Vila do João no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, em protesto ao assassinato de moradores do bairro promovido pelos disparos do exercito contra uma van nos últimos dias.

As pessoas marcharam até a linha vermelha onde nesse momento sofrem forte repressão da Polícia Militar e do Exército Nacional. As ruas estão tomadas por tanques de guerra e barricadas que abrigam soldados armados com rifles letais.

Fotos da publicação de NINJA

Fotos da publicação de NINJA

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ACREDITEM, NÃO É ZONA DE GUERRA NO ORIENTE MÉDIO, FOI NA FAVELA DA MARÉ NO RIO DE JANEIRO, HOJE! QUER ESTADO MÍNIMO E INTERVENÇÃO MILITAR? MUDE PARA A MARÉ, LÁ HA INTERVENÇÃO 24 HORAS E NENHUMA ATUAÇÃO DO ESTADO. AH! DIREITOS HUMANOS TAMBÉM NÃO EXISTE LÁ.

11015805_10202821858262267_7018240406726920044_nA Policia Militar e o Exercito estão no momento atirando com armas letais na manifestação na maré.
Essas são as corporações que derramam sangue negro nas favelas diariamente.

LUGAR DE JOVEM NEGRO É VIVO E NA LUTA!!!
A RESISTENCIA CONTINUA!!!

 

 

 

Rede de Informações Anarquistas  Ato pela vida no Complexo da Maré, zona norte do Rio. 23/02/15 – 20h

O ato foi dispersado pela presença da Polícia Militar que fechou a via da Linha Amarela na altura da entrada da Ilha do Governador. Os becos as adjacências estão a maioria sem luz e a presença da PM e dos Militares é muito grande.

Presenciamos vários disparos de arma letal traçantes pelo céu o clima no local continua muito tenso.

Moradores e ativistas de diversos movimentos sociais se mobilizam nessa noite de segunda-feira, 23/02, na entrada da Vila São João, uma das comunidades que formam o complexo da Maré, na altura da passarela 6 na Avenida Brasil.
A manifestação é contra a intensa criminalização da pobreza e militarização da favela, que somente na última semana deixou mais de 3 vítimas fatais, entre elas dois pedreiros que foram confundidos com traficantes por soldados do exército.
Há relatos diários de tiroterios, agressões por parte dos soldados e suspensão de direitos básicos dentro da favela, uma verdadeira ditadura acontecendo com aval dos governos muncipal, estadual e federal, além de amplo apoio da imprensa e de alguns setores da sociedade, como empresários preocupados com o “turismo” na cidade.
Enquanto se vende para o mundo inteiro um Rio de Janeiro pacificado, só quem é da favela e de seus arredores sabe a dor e o sofrimento que é viver no julgo de fuzis 24h por dia.

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Publicado por em 24 de fevereiro de 2015 em DIREITO&SOCIEDADE

 

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GOVERNOS: OS FEITORES DE ESCRAVOS DO SÉCULO XXI


Copyrighted_Image_Reuse_Prohibited_607556     Um dia disseram que o homem viraria uma peça das máquinas, outros mais reflexivos disseram que viraríamos meros apêndices, acertaram… Na verdade somos olhados como parasitas das máquinas, governos e empresários nos olham como despesas, como incômodo. Sonham com o dia em que não mais precisarão de ninguém nas linhas de produção, em caixas de bancos e balcões de lojas. Os empresários nos aturam por nos julgarem parasitas necessários, já os governos nos vêm como estatísticas, números e despesas, nos olham como parasitas desnecessários, somos parasitas descartáveis. O sonho dos governantes capitalistas não é acabar com a pobreza, custa caro, é acabar com os pobres, não ter mais que investir em saúde pública, educação pública, transportes de massas, segurança pública para os manter afastados dos ricos e poderosos. Sem pobres diminuiriam o risco país, a evasão escolar, sobrariam produtos para exportar, sobraria dinheiro para a corrupção e empréstimos a empresários. O capitalismo transformou a democracia em fascismo, as classes menos abastadas devem ser silenciadas, ocultadas, mascaradas… Se incomodam, se rebelam, devem ser reclusas ou mortas, não farão falta, existem muitos para substituir, e servirão de exemplo. Vivemos uma mentira, vimemos uma caricatura grotesca de democracia, de igualdade, temos na verdade um feitor de escravos a serviço de grandes corporações, não existe mais governo, existe patrão, senhor de engenho do século XXI. Somente o poder do povo poderá criar um mundo novo, mas sem ditadura do proletariado, pois, enquanto houver uma minoria que decide julgando saber o que o povo quer, haverá uma maioria subjugada e explorada, estaremos trocando apenas o chicote pela chibata. A tendência é que estas falidas democracias, hoje absolutistas e fascistas, se transformem em verdadeiras ditaduras. Temos que repensar governo, fronteiras, propriedade, temos que repensar o ser humano e seus reais valores e, sobretudo, repensar o conceito de igualdade e pô-lo em prática, mesmo que para isso tenhamos que ignorar governos, fronteiras e propriedades….

 
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Publicado por em 27 de julho de 2014 em Notícias e política

 

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DITADURA DO PROLETÁRIO, A COMUNA DE PARIS:


download (1)     A Comuna de Paris foi o primeiro governo operário da história, fundado em 1871 na capital francesa , um marco histórico para o movimento dos trabalhadores. “Poderia se dizer que ela é a primeira disputa ideológica significativa da modernidade entre a burguesia e o proletariado.”. criada pela revolução proletária em Paris., durou 72 dias: de 18 de Março a 28 de Maio de 1871.

“A Comuna foi o exercício de uma democracia efetiva, real e de classe. Ela não é somente uma insurreição, ela é um processo revolucionário no marco da guerra entre a França e a Prússia. Os trabalhadores tinham que proteger Paris dos prussianos, mas também da burguesia, da oligarquia, dos que queriam o fim da guerra a qualquer preço.”

De acordo com o escritor Prosper-Olivier Lissagaray, um communard que se tornou historiador da Comuna, esta teria sido “uma revolução feita por homens comuns e que deu aos trabalhadores a consciência de sua força, sem que esses pudessem desenvolver suas ideias”. que, em suma, visavam melhorar as condições de vida dos indivíduos que compunham aquela sociedade, tão marcada por conflitos políticos, econômicos e sociais.

No princípio exerceu o poder um governo revolucionário provisório chamado Comitê Central da Guarda Nacional, ou seja, um órgão eleito pelos batalhões da milícia popular que haviam se formado para defender a cidade contra os exércitos prussianos. Porém em 28 de março o poder passou às mãos da Assembleia de Deputados do Povo: a Comuna,

O papel governante cabia aos operários, muitos dos quais eram membros da Primeira Internacional. Foram proclamadas, também, Comunas em Lion, Marselha, Tolouse e algumas outras cidades que, entretanto, existiram por pouco tempo.

A Comuna de Paris destruiu a máquina estatal burguesa (liquidou o exército permanente e a polícia, separou a Igreja do Estado, etc) e criou um Estado de novo tipo, que foi a primeira forma de ditadura do proletariado da história. O novo aparato do poder se organizava de acordo com os princípios democráticos: a elegibilidade, responsabilidade e a demissibilidade de todos os funcionários e o caráter colegiado da direção.

Comuna de Paris ocorreu no contexto da Guerra Franco-Prussiana, que vigorou entre 1870 e 1871, resultando na vitória da Prússia e na unificação dos estados germânicos, dando origem ao Reich (Império) Alemão. Em setembro de 1870, o exército francês sofreu importante derrota para os prussianos. Dia 19 de setembro os prussianos tentam invadir Paris, mas ao encontrar brava resistência não conseguem invadir a cidade e preferem cercá-la.

Após esse episódio, o governo francês começa a negociar a paz com os germânicos. Ao mesmo tempo, a imprensa parisiense anunciava como breve a vitória sobre os inimigos.

images (3)     Já antes desse episódio, as classes dominantes perceberam que o maior inimigo delas não era a Prússia, mas os proletários de Paris, que viviam uma situação alarmante: “As condições de vida da população de Paris […] agravam-se aceleradamente. O abastecimento não é realizado como regularidade e os produtos desaparecem, permitindo a proliferação de especulação e câmbio-negro. Os preços atingem cifras astronômicas. Em janeiro de 1871, as reservas de farinha chegam ao fim e é imposto um racionamento. A ração é reduzida ao mínimo e, mesmo assim, para obtê-la, mulheres, crianças e idosos são obrigados a permanecer em filas
desde a madrugada, enfrentando grande frio, lodo e barro, sem qualquer tipo de agasalho.” (COSTA, 1998, p.57)
A partir daí uma série de manifestações populares desenvolveu-se na França, resultando inicialmente na queda do Imperador Napoleão III e na instauração da chamada III República (1870-1940).

Foram convocadas eleições para a Assembleia Nacional pelo governo provisório, liderado à época por Adolphe Thiers. A maioria dos eleitos era republicana conservadora apoiada por pequenos proprietários. A ascensão de uma república, que passa a ter um representante da burguesia, com apoio da monarquista, como seu chefe maior, cria a situação de ingovernabilidade. A república é proclamada por pressão das massas.

Ao mesmo tempo que uma crise se abate sobre as cúpulas,, a crise econômica atinge as massas. Há uma pauperização da população, a fome se torna uma realidade, falta o pão, a população chega ao ponto de comer cachorros, gatos e ratos.

Há uma agitação das massas, a população já não acredita no governo republicano, a população de Paris, os trabalhadores tomem consciência da incapacidade do governo, questionando-o.

A comuna eclode motivada por vários fatores sociais e políticos, da necessidade de resposta imediata a circunstâncias concretas, raiva, frustração patriótica, republicana e econômica.

 
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Publicado por em 22 de julho de 2014 em Notícias e política

 

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Identificadas sete casas clandestinas usadas por torturadores na ditadura


Um estudo feito a pedido da Comissão Nacional da Verdade descobriu que a ditadura brasileira manteve em vários Estados sete centros clandestinos de tortura. Nesses locais ao menos 58 pessoas foram vítimas de agressões ou assassinatos praticados por agentes do Estado. Não eram quartéis ou delegacias, mas áreas cedidas por civis que apoiavam o regime militar.

Esse número pode saltar para pelo menos 17 até o fim do ano, quando deve ficar pronto um relatório que está sendo elaborado pela equipe da historiadora Heloísa Starling, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Os dados foram apresentados em São Paulo nesta segunda-feira, durante uma audiência da comissão.

Nem todas as informações da Comissão da Verdade são novas, algumas delas já constam em livros como a série sobre a ditadura militar elaborada pelo jornalista Elio Gaspari. É a primeira vez, porém, que se sistematiza as áreas clandestinas onde ocorriam as torturas contra opositores ao Governo da época. Até então, alguns poucos lugares eram conhecidos, como a casa da morte de Petrópolis (no Rio de Janeiro), onde o coronel Paulo Malhães admitiu no fim do mês passado que matou várias pessoas, e a Casa Azul de Marabá, no Pará, para onde foram levados diversos militantes que atuaram na guerrilha do Araguaia (1967-1974).

Por meio de relatos testemunhais e de documentos que eram mantidos em sigilo pelas Forças Armadas, a historiadora concluiu que para os centros clandestinos eram levados os presos políticos que a ditadura não queria que ninguém soubesse de seus paradeiros. Por exemplo, na Casa de Itapevi, na Grande São Paulo, foram torturados e assassinados oito militantes do Partido Comunista Brasileiro (o PCB) em janeiro de 1975, durante o Governo de Ernesto Geisel. Conforme a pesquisadora Starling, como esses oposicionistas eram ligados ao único partido legal de oposição à ditadura, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB, atual PMDB), o Governo temia que eles pudessem concorrer a algum cargo nas eleições parlamentares que se aproximavam, por isso, quando conseguiu prendê-los, decidiu matá-los.

De acordo com o relatório, diversas irregularidades ocorriam nos centros clandestinos, como o assassinato dos presos impedindo que seus corpos fossem identificados (os dedos e as arcadas dentárias eram arrancados), o uso indiscriminado da tortura para obter confissões além de queima ou esquartejamento de corpos.

Além das casas de Itapevi, de Marabá e de Petrópolis, já citadas, o relatório mostra que existiam centros clandestinos na cidade paulista de Embu-Guaçu (chamado Fazenda 31 de Março, em alusão ao dia em que ocorreu o golpe contra o Governo de João Goulart), no bairro carioca de São Conrado, na cidade de Belo Horizonte e no bairro paulistano do Ipiranga. Este último imóvel, em São Paulo, chamou a atenção dos pesquisadores por ser um local onde não ocorriam torturas. Ele era usado como base para recrutar militantes da oposição que mudaram de lado e topavam ser agentes da repressão infiltrados nos grupos oposicionistas. “Não esperávamos que fôssemos encontrar algo como isso. Mas essa casa não chamava a atenção, o que facilitava a cooptação dos infiltrados”, afirmou a historiadora.

 

Outro fato , até então inédito, explorado pelo relatório, foi a definição da ordem de comando dentro da estrutura de cada casa clandestina. A ideia foi mostrar quem eram os responsáveis pelo centro ilegal desde o topo do organograma, o presidente da época, passando pelos responsáveis das Forças Armadas (comandantes do Exército ou da Marinha) até chegar à base, geralmente um capitão da circunscrição onde estava a casa irregular.

Até agora, outros dez centros clandestinos foram parcialmente identificados , mas dependem de informações documentais e testemunhais para confirmar que eles eram de fatos usados pelo aparelho repressor do Estado. Isso pode ocorrer nos próximos meses, quando algumas comissões estaduais da verdade deverão repassar informações para os pesquisadores. Alguns dos locais já identificados estão em Recife e Olinda (Pernambuco), Goiânia (Goiás), São João do Meriti (Rio de Janeiro), Fortaleza (Ceará), Belo Horizonte (Minas Gerais), Aracaju (Sergipe) e Brasília (Distrito Federal).

 
 

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