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FINANCIAMENTO PRIVADO DE CAMPANHAS – método de colonização contemporânea

13 set

As veias abertas da america latina   Podemos afirmar, com um mínimo de margem de desvio, que todo o ciclo evolutivo da nova “Europa ocidental”, seus acúmulos de riquezas e bens, se deu sustentada pela América Latina, através de um,  então novo, modelo de colonização exploratória que, diferente de modelos anteriores onde se mantiveram povos e culturas, simplesmente dominando, escravizando e explorando, promoveu, talvez, “a maior destruição sociocultural e demográfica da história” (Aníbal Quijano), impondo sua cultura, religião e costumes.

A  história da América Latina começa com a destruição de seu povo, sua cultura, portanto, de sua própria história. Contemporaneamente vivemos um momento que alguns chamariam de transição, o qual denomino híbrido. Enquanto grupos indígenas e afro-latino-americano lutam por um resgate cultural de sua própria história, outros grupos buscam uma modernidade eurocêntrica. Esse lapso temporal, que por demais se alonga, reafirma que o antigo ainda não morreu e que o novo ainda não acabou de nascer.

Aproveitando-se da hibridez desse momento contemporâneo, somado a uma vocação de ser colonizado e seguir os modelos do colonizador, por falta de identidade própria, incutida na maioria da população, Europa e EUA disputam sua influência política exploratória em todo o território da América Latina. A diversidade de influências, portuguesa, espanhola, holandesa, francesa, inglesa somadas à miscigenação cultural dos imigrantes dos “quatro cantos do mundo”, facilita a desconstrução de identidade própria e a fragmentação cultural e ideológica, possibilitando manipulação política e um grande potencial exploratório.

Soma-se a este quadro a dependência do novel modelo de colonização através do capital alienígena e à velocidade, promovida pela internet com a integração de mercados, com a qual trocam de continente e o baixo investimento na substituição de importações.

A América Latina é possuidora do maior volume de água potável do mundo, em superfície e subsolo, do maior potencial energético, das maiores reservas minerais, das maiores reservas de florestas nativas, maior variedade de fauna e flora, gigantesco potencial petrolífero, é em tudo gigantesca a América Latina, sendo esse seu grande problema, a ambição do chamado “primeiro mundo”, a disputa entre a Europa Ocidental e os EUA pela modificação do mapa geopolítico de influências e de capital.

Permitiremos isso até quando, até quando teremos o complexo de colonizados que perderam sua identidade, vivendo sob a égide política, cultural e exploratória dos colonizadores modernos? Até quando aceitaremos dirigentes políticos que chegam ao poder através de investimentos feitos em forma de financiamento de campanhas por grupos de interesses transnacionais que visam apenas o acúmulo de capital através da exploração indiscriminada e depredatória?

Não faço aqui uma alusão à uma revolução bolivariana, mas sim uma apologia a uma unificação de objetivos, de resgates culturais, de construção de uma identidade própria, de escrevermos nossa história em nosso próprio papel, com nossa própria caneta, assumindo a consciência que não precisamos de colonizadores e sim que esses, sem o potencial Latino Americano, irão ruir do alto de seus castelos de areia.

pugnolatino

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