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TRANSGENIA, A INDÚSTRIA DA GEOGRAFIA DA FOME

11 set

desertos_04   Sobre alimentos transgênicos: Vivemos a segunda revolução verde, a primeira foi no início da década de 40, no século passado, e se iniciou no México, a segunda é a dos transgênicos. Estaremos vivendo, em breve, a terceira natureza, a terceira fase de interferência e mutação humana na natureza. A natureza silvestre, originária, com seus frutos, sementes e plantas, oxigênio, correntes marítimas, clima e etc, foi gradativamente sendo mudada em todo o planeta e, na atualidade, podemos já falar em segunda natureza, já que nada mais é naturalmente originário.

Todo o planeta foi afetado pela destruição criativa do homem, clima, solo, águas, ar, plantas e animais já não são mais os mesmos, ou foram extintos, ou modificados em hábitos e em sua genética. Estamos entrando em nossa segunda revolução verde que nos levará a uma terceira e cruel natureza. Armando Bartra, em O Homem de Ferro, denuncia que os estudos, avançados, da ciência da transgenia busca “sementes que se desenvolvam e cresçam sem água, solo e oxigênio”, o frankenstein da alimentação.
Argumentos dos cientistas é que tais sementes liberariam a natureza dos desgastes das grandes plantações, voltado a primeira à sua vocação natural. Sabemos que ao capitalismo, aquilo que não tem utilidade monetária e lucrativa deve ser destruído, não temos garantias dos efeitos futuros de tal tipo de alimentação sobre o metabolismo humano após algumas gerações, como não temos garantias que o capitalismo, em nome do desenvolvimento, não degredará o que restou da natureza para exploração de minerais, o que já faz em larga escala mesmo necessitando da natureza.

É certo que o “tempo” da natureza é bem mais lento que as necessidades humanas, o solo tem seu tempo de regeneração, as sementes seu tempo de germinação, as plantas seu tempo de crescimento, bem como os frutos o tempo de amadurecimento.  Se faz necessária a intervenção humana, necessária e inevitável para que a escassez de alimentos não provoque uma guerra global pelo domínio das áreas agricultáveis, em nome da fome. Necessário é uma integração da tecnologia com a natureza, de forma estudada, programada e acompanhada de perto, de forma responsável para que não tenhamos mais danos irreparáveis que hoje já temos.
Não podemos permitir que a geopolítica do capital degrade mais ainda o ambiente em nome do lucro e acúmulo de capital, não podemos permitir que recursos naturais tais como água e alimentos se concentrem em mãos de meia dúzia de transnacionais que ditarão quem vai comer e beber, bem como onde e como e quem vai sucumbir.
O responsável a fazer nesse momento é não consumirmos transgênicos e pressionarmos governos por regras claras e fortes sobre o cultivo consorciado de alimentos silvestres originários e transgênicos, estabelecer áreas para tais cultivos, formas de controle e regras de preservação da natureza.

LARANJA TRANSGÊNICA

 

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1 comentário

Publicado por em 11 de setembro de 2015 em DIREITO&SOCIEDADE, Notícias e política

 

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Uma resposta para “TRANSGENIA, A INDÚSTRIA DA GEOGRAFIA DA FOME

  1. AntimidiaBlog

    12 de setembro de 2015 at 10:17

    Republicou isso em REBLOGADOR.

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