RSS

Em carta ao papa, prefeitos brasileiros pedem dinheiro para soluções climáticas e Papa diz aos prefeitos: a Laudato si não é uma encíclica verde, mas social

21 jul
Em carta ao papa, prefeitos brasileiros pedem dinheiro para soluções climáticas e Papa diz aos prefeitos: a Laudato si não é uma encíclica verde, mas social

Em carta ao papa, prefeitos brasileiros pedem dinheiro para soluções climáticas

No Vaticano para participar de audiência com o papa Francisco, uma comitiva de prefeitos brasileiros vai entregar uma carta ao pontífice na qual pede que países desenvolvidos transfiram recursos e tecnologias diretamente às administrações municipais, “em especial aos mais pobres”, para soluções climáticas.

Liderada pelo prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), presidente da Frente Nacional de Prefeitos, a comitiva se encontrará com o papa durante um workshop sobre ações das cidades relacionadas a problemas como condições de trabalho análogas à escravidão e mudanças climáticas.

Os políticos brasileiros, incluindo também o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) (apesar de ser signatário da carta, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), não acompanhou a comitiva ao Vaticano) fazem parte de um grupo de 60 representantes de cidades de todo o mundo, como Berlim, Bogotá e Paris, além de ambientalistas e especialistas em questões urbanas.

O encontro será nesta terça, a partir das 11h de Roma (16h no Brasil). Na quarta, os prefeitos participarão de um simpósio sobre desenvolvimento sustentável.

Os eventos dão continuidade à encíclica Laudato Si‘, lançada por Francisco no mês passado. Nela, o pontífice defendeu medidas relacionadas ao ambiente e a uma “nova definição de progresso”.

Financiamento

Na carta, a comitiva brasileira diz que há prefeitos brasileiros adotando medidas para diminuir os danos do desenvolvimento das cidades ao meio ambiente. E pede dinheiro.

“Propomos a transferência de recursos e tecnologias dos países desenvolvidos aos países em desenvolvimento, em especial aos mais pobres, e diretamente às cidades”, afirma o documento.

As medidas do ajuste fiscal do governo Dilma Rousseff afetaram também as gestões estaduais e municipais.

No ano passado, o Congresso Nacional aprovou projeto, sancionado pela presidente, permitindo que as administrações renegociassem suas dívidas com a União com condições melhores. O governo federal, porém, quer que as mudanças só sejam adotadas em 2016.

Prefeitos como Paes e Haddad, que é do mesmo partido da presidente, entraram na Justiça pedindo que a regra fosse adotada já neste ano.

No documento que será apresentado ao papa, os políticos reivindicam ainda que a Organização das Nações Unidas (ONU) reconheça os governos municipais “como atores fundamentais na promoção da sustentabilidade global e do desenvolvimento humano”.

Papa aos prefeitos: a Laudato si não é uma encíclica verde, mas social

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco quis participar pessoalmente do encontro organizado pelo Vaticano que reúne prefeitos de todo o mundo, de Nova Iorque a Paris, de São Paulo a Buenos Aires, sobre o tráfico de seres humanos, ou seja, as várias formas de escravidão moderna, além de mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável. Ao final do convênio desta terça-feira (21), o Santo Padre foi recebido pela moderadora do evento, Valeria Mazza, uma modelo argentina. Ainda na sua chegada, abraçou os cardeais Francesco Montenegro, arcebispo de Agrigento, e o brasileiro Claudio Hummes, prefeito emérito da Congregação para o Clero, empenhado pela proteção das populações da Amazônia.

No seu pronunciamento, em espanhol e no improviso, o Santo Padre falou da Sua esperança que as Nações Unidas façam “um acordo de base fundamental”, porque “a ONU precisa realmente assumir uma forte posição sobre esses problemas, em particular, sobre o tráfico de seres humanos, devido às mudanças climáticas. O Santo Padre disse também ter “grandes esperanças sobre o vértice de Paris em dezembro”.

Diante de uma pergunta que lhe foi feita, o Papa disse que “a Sua Encíclica não é uma ‘encíclica verde’, mas, uma ‘encíclica social’, porque, dentro dela, da vida social do homem, não podemos separar o cuidado com o ambiente. Mais ainda, o problema do ambiente é uma atitude social, que nos socializa”.

Francisco também enfatizou que a cultura do cuidado pelo ambiente não é uma atitude somente “digo, no bom sentido, verde, é muito mais. Cuidar do ambiente significa uma atitude de ecologia humana. Já não podemos dizer a pessoa está aqui, e a Criação e o ambiente estão ali. A ecologia é total, é humana. Foi o que eu quis expressar na Encíclica Laudato si. Que não se pode separar o homem do resto. Existe uma relação de incidência mútua. Seja do ambiente sobre a pessoa, seja da pessoa no modo como trata o ambiente. E, também, o efeito de ‘rebote’ contra o homem, quando o ambiente é mal tratado”.

Prefeitos brasileiros no Vaticano: criação de agência multinacional contra a fome

Cidade do Vaticano (RV) – O grupo de 70 prefeitos de várias partes do mundo está reunido no Vaticano para discutir a nova forma de escravidão moderna, as mudanças climáticas e o desenvolvimento sustentável. O workshop foi transmitido pela internet durante esta terça-feira (21), e poderá ser acompanhado também nesta quarta (22) neste site.

Dentro da delegação de prefeitos brasileiros, quem fez uso da palavra na Casina Pio IV, sede das Pontifícias Academias de Ciência onde acontece o evento, foi o prefeito de Belo Horizonte (MG), Marcio Lacerda, presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP). A entidade que Lacerda representa é composta por 200 cidades de médio e grande porte, incluindo as capitais. Eles trabalham para que o impacto social gerado pela urbanização acelerada e desordenada seja superado no Brasil.

Segundo o Papa Francisco, expressamente mobilizando as cidades através da Encíclida Laudato si, “a falta de contato físico e de encontro, às vezes favorecida pela desintegração das nossas cidades, ajuda a cauterizar a consciência e a ignorar parte da realidade em análises enviesadas. Isso às vezes convive com um discurso ‘verde’. Mas, hoje, não podemos deixar de reconhecer que um verdadeiro movimento ecológico se converte sempre num movimento social, que deve integrar a justiça nas discussões sobre o ambiente, para escutar tanto o clamor da terra como o clamor dos pobres”.

A delegação de prefeitos brasileiros preparou uma carta relatando os principais desafios enfrentados pelos governos locais e pedindo o reconhecimento da Organização das Nações Unidas (ONU) como atores fundamentais na promoção da sustentabilidade e do desenvolvimento humano. Ainda no documento, os prefeitos propõem a transferência de recursos e tecnologias dos países desenvolvidos aos países em desenvolvimento e que o repasse seja feito diretamente às cidades, tendo em vista o consumo de recursos naturais por aqueles países.

Foi o que o prefeito de São Paulo (SP), Fernando Haddad, descreveu no seu pronunciamento como uma ‘agência multinacional’ para a solução da fome e da miséria no mundo. Um esforço conjunto que equilibre ‘as agendas ambiental e social’, já que todas as cidades enfrentam problemas semelhantes.

Escravatura moderna e as mudanças climáticas – Sínodo Aula Paolo VI –

 

Anúncios
 
 

Tags: , , , , , , , , , ,

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: