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1º DE MAIO, DIA DE LÁGRIMAS E SANGUE.

01 maio

 

professores Curitiba, Brasil 2015

professores Curitiba, Brasil 2015

Dia 1º de maio, como o dia internacional da mulher, o dia do trabalhador trás a marca da violência e morte na luta por direitos, contra o capitalismo que explora, suga e faz sangrar.
1886, 1º de maio, e dias subsequentes, dias de violência e morte, pelo simples fato de existir pessoas lutando por dignidade, por melhores condições de trabalho, por direito a viver e não se tornar um mero instrumento de produção.
Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.
Apesar da escolha da data ter sido feita por membros da Segunda Internacional Socialista, os oito organizadores das manifestações eram militantes anarquistas, não socialistas.
Muitas lutas e conquistas se seguiram até os dias de hoje, contrato de trabalho e carteira profissional, salário mínimo, jornada de 8 horas, FGTS, previdência, aposentadoria, insalubridade, periculosidade, auxilio refeição, cesta básica, auxílio transporte etc.
Mas, apesar disso tudo, ao menos no Brasil, o 1º de maio não será data para comemorações, ao menos não deveria ser. Direitos trabalhistas e previdenciários vêm sendo suprimidos compulsória e paulatinamente. Às vésperas do 1º de maio temos a notícia que a Presidente da República quer confiscar o FGTS para cobrir rombo do BNDES, banco esse quer emprestou dinheiro, sem garantias, a empresários inescrupulosos que financiaram a campanha presidencial.
Às vésperas do 1º de maio vivemos dias de violência e terror contra professores que lutavam por direitos e contra o uso indevido de sua previdência, deixando mais de 200 feridos, sendo que mais de 100 tiverem que ser hospitalizados.
Mais uma vez, trabalhadores que lutam por direitos são violentamente atacados, mais uma vez o mês de maio começará manchado com sangue de trabalhadores.
professores Curitiba, Brasil 2015

professores Curitiba, Brasil 2015

 

 

Proletarier aller Länder, vereinigt euch!
Comemorar o que? O que nós temos mais que esperar? Até que nada mais nos reste para tirarem? O que nos prende senão invisíveis grilhões? Esperar que aconteça com cada um de nós ao seu tempo, para depois nos angustiarmos por antes não ter agido, não termos nos unido em uma só voz e paralização?
Faliram o sistema previdenciário, dificultam a cada dia as licenças e aposentadorias, reduziram o valor das aposentadorias, praticamente acabaram com as pensões por morte, desamparando viúvas, viúvos e prole, estão precarizando o setor privado através de terceirização, e o setor público através de intermináveis contratos temporários, começam a atacar os fundos previdenciários e FGTS.
As demissões estão aí, primeiro milhares do COMPERJ, depois da Construção Civil com o fim dos investimentos e programas como Minha Casa Minha Vida, agora a indústria automobilística e de eletrodomésticos. No setor estatal já temos inúmeros municípios e alguns estados em atraso com pagamentos e/ou obrigações.
Há um iminente e inevitável colapso do mercado de trabalho se aproximando em largos passos, enquanto, novamente, bancos têm lucros recordes, telecomunicações, da mesma forma, apresentam lucros estratosféricos na casa de bilhões, e assim com diversos segmentos empresariais, tudo isso às custas das benesses do Governo e dos trabalhadores, cada vez mais sem direitos e explorados.

professores Curitiba, Brasil 2015

professores Curitiba, Brasil 2015

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Até quando esperaremos para nos unir em uma só voz e paralização, até o dia em que cada um não mais tiver dinheiro para comer ou pagar contas, taxas e tarifas absurdamente caras? Até o dia em que cada um não mais tiver emprego ou outra fonte de renda?
Esperaremos voltar à idade média em direitos, tendo que trabalhar, por vezes, mais de 12 horas diárias para sobreviver precariamente?
Até quando nosso individualismo, egocentrismo e comodismo nos impedirão a união?
Continuemos olhando para os próprios umbigos, sonhando com nossos individuais horizontes, que quando nos lembrarmos de olhar para frente já não mais haverá horizonte.

Proletarier aller Länder, vereinigt euch!

Antes que seja tarde demais, antes de novos meses de maio sangrentos, antes que não tenhamos mais pelo que lutar.

professores Curitiba, Brasil 2015

professores Curitiba, Brasil 2015

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