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NÃO FUI NEM VOU, NEM 13 NEM 15, IMPEACHMENT DO SISTEMA!

13 mar

No final do segundo governo Lula, eu disse, e quase fui linchado, que estavam criando uma gigantesca bolha. Para demonstrar prosperidade e estabilidade, para atrair investimentos externos e sustentar, através de medidas populistas, criando currais eleitorais, um projeto de poder, deram isenções, anistias, fizeram programas sociais, habitacional etc às custas de um gigantesco déficit publico, 1 trilhão e 300 bilhões em 12 anos, coberto pelo tesouro nacional. Era certo prever a explosão dessa bolha e que o povo ia pagar a conta, como é certa a inflação e desvalorização do real frente ao dólar e euro. Essa é uma opinião minha baseando-me em dados divulgados.

Pelo exposto, a “culpa” da crise não é da Dilma, é do PT e seu projeto de poder, é do sistema que permite isso. Qualquer que assumisse o cargo teria que tomar as medidas adotadas. Então, qual a revolta? A revolta é que o PT ganhou com Lula, na primeira vez, com um discurso de mudar a forma de fazer política, que iam mudar o sistema e fizeram tudo igual.

A diferença de Dilma para Aécio é que este último assumiu que ia fazer, enquanto a primeira disse que “nem que a vaca tussa” faria, quase mata a vaca de pneumonia dupla, acabou mandando ela para o brejo.

Devemos nos preocupar é com uma profunda reforma no sistema, uma grande reforma política, mas não pela cartilha do PT e/ou PSDB, que são muito parecidas, mas reformas que realmente representem os anseios do povo e as necessidades do país.

Preocupa-me os discursos inflamados de Lula e Aécio, e outras lideranças menores, discursos de cisão e ódio, dividindo a população ao meio, colocando, cada um, a culpa de tudo no outro grupo, dizendo um que o país afunda por causa dos eleitores do PT, dizendo outro que o país está afundando por causa de uma articulação golpista do outro grupo..

Se ambos sabem que as medidas seriam de qualquer forma adotadas por quem ganhasse, porque tanta briga? Certamente não é pelo povo, é pelo poder e o controle financeiro das propinas, que já sabemos incluir ambos os partidos.

Esse discurso de ódio é fascista e perigoso, como qualquer forma de nacionalismo exacerbado, já está chegando ao ponto de usarem expressões como “colocar exército nas ruas” (ao invés de manifestantes), “porrada”, “guerra”, dentre outros. Chegamos ao ponto de ter visto postagens nas redes sociais sendo convocados para a manifestação do 15, lutadores de academias para “conter” o MST.

Esse discurso insuflado de raiva entre as partes vem dividindo o país desde a eleição, quando começaram ataques do sul e sudeste contra o norte e nordeste, tal forma de manifestação de lideranças é, no mínimo, irresponsável e criminosa. Lula se aproveita do povo para aparecer como o salvador da pátria e PETROBRÁS, bradando, quase parafraseando Getúlio, que “A PETROBRÁS É NOSSA”, já preparando sua campanha para 2018, quer aparecer como o líder que salvou o país da Direita golpista, como se o atual Governo do PT não trabalhasse em prol de latifundiários, agronegócio, banqueiros, empresários e multinacionais. Aécio, por sua vez, que o mesmo título, sob a alegação que salvou o país de uma revolução bolivariana e dos saqueadores do PT, como se o PSDB não estivesse comprometido com os mesmos grupos e “atolado até o pescoço” em escândalos e desvios de dinheiro público.

Interessante observação deve ser feita sobre o papel da Rede Globo. O PT acusa a emissora de estar querendo dar um golpe e que a PETROBRÁS seja privatizada. Em primeiro lugar esse petróleo não é nosso ha muito tempo, ilusão de quem acha que é, PSDB e PT já leiloaram os campos de perfuração para quem bem quis os explorar. Em segundo lugar, se a Globo quer dar um golpe e afundar a PETROBRÁS, porque a empresa continua anunciando na emissora? Por que motivo o PT ainda não executou os impostos devidos? Por que motivo o governo do PT renegociou a dívida da emissora com o Banco do Brasil? Grandes jogadas comerciais e políticas se escondem por trás disso tudo, as quais, talvez, nunca teremos acesso ou informação.

Enquanto manobram o povo, focam em manifestações pró e contra, o Congresso Nacional virou uma casa de Lordes, quase 50% de representantes milionários, que farão tudo pelo povo, menos sair das costas dele e parar de explorar, bem como nunca legislarão pelo povo. A bancada religiosa cresce e se fortalece, nada contra as religiões, aliás, tudo contra, nada contra a religiosidade, pois essas religiões são intolerantes, têm o mesmo discurso de cisão e ódios, são fundamentalistas. Leis já são propostas com fundamentos religiosos, estão tentando evangelizar as Leis, se o povo não focar em reformas do sistema, em reforma política, em breve corremos o risco de estarmos voltando à era da teocracia fundamentalista.

Temos que tomar cuidado, além de uma luta entre direita e esquerda, burgueses e proletários como tentam colocar os PTistas (embora a luta de classes exista, mas não da forma que tentam nos empurrar goela abaixo), corremos o risco de travarmos uma guerra religiosa entre o bem e o mal, entre os puros e impuros. A  “distinção dos puros e bons em meio à degeneração e ao caos, é exatamente o que nutre a violência do fascismo. Na perigosa dança entre fascismo e anti-fascismo é preciso, pois, ficar esperto e se movimentar sempre, para não se surpreender, de uma hora para outra, do lado errado”.(Rodrigo Guerón)

Por conta dos discursos inflamados e intolerâncias dos lados – sim, dos lados, o país está se dividindo – jornais estrangeiros, timidamente, já começam a publicar que o Brasil se encontra a beira de uma guerra civil.

Na guerra de lideranças, denúncias de ambas as partes, o país mergulhou em uma gigantesca onda de descrédito de suas instituições. Quando começam a falar nas listas de políticos envolvidos em escândalos, quando começam a falar nos crimes cometidos, me parece lista de chamada em presídio.

Nem 13, nem 15, impeachment do sistema. Vamos para as ruas sim, vamos exigir que todos os escândalos sejam investigados com transparência, que todos os culpados sejam presos, é inadmissível sabermos que o dinheiro foi parar até em conta de “bicheiro” e traficante internacional e ficarmos de braços cruzados. Vamos dizer não a todas as lideranças, políticas e sindicais, vamos para as ruas e nos sentarmos, cruzarmos os braços, vamos atacar esse sistema capitalista, essa política consumista que substituiu o ser pelo ter, onde é mais sensível, no bolso, vamos parar o país, vamos parar a produção até que mudem o sistema.

Vamos mudar esse país na marra, pois eles não vão fazer nada para mudar, somente querem o poder, é uma briga que mais se parece com uma disputa territorial por quadrilhas.

O poder é do povo, se não nos derem vamos tomá-lo.

 

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