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GERAÇÃO PERDIDA, A QUEM INTERESSA?

03 mar

Em 2013, O secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, afirmou que o projeto das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) não seria encerrado, mas reconheceu que, mesmo com a expulsão das facções do crime organizado, “não é possível” acabar com o tráfico de drogas, nem com a violência nos bairros pobres, onde ainda se escondem alguns membros das organizações criminosas e onde existem “várias gerações” de famílias que trabalharam para elas.
“O Rio de Janeiro tem essa história e vamos, talvez, perder uma geração para mudar um quadro [de violência] …” Vejo hoje isso seguido à risca, com endosso de todas as autoridades ha um verdadeiro extermínio de jovens nas periferias, aliado a isso, veladamente, uma “higienização” étinica levando, é claro, em conta a cota social, ou seja, preferencialmente tem que ser jovem, negro ou descendente e pobre. Isso com o olhar seletivo da grande mídia, que assim como a justiça, vendou os olhos.
Parece-me, que com os cortes na educação, cortes em bolsas de estudo, demissões de educadores, fechamento de escolas e salas de aula, salas abarrotadas, estados acabando com o EJA, que faz parte desse “trabalho” previsto pelo, então, Secretário. Não ha emprego para todos, então reduz a oferta de formação e qualificação profissional, cria uma geração de jovens sem escola e emprego, que vai para informalidade ou crime, onde fica mais fácil exterminá-los. Não obstante, tais medidas favorecem os filhos da classe média e classes mais altas, que vão para escolas, cursos e universidades particulares e terão empregos garantidos pois a oferta de mão-de-obra será menor.
Estamos à beira de um colapso social que pode nos levar a uma onda de violência jamais vista em nosso país, talvez a uma guerra civil.
Não vejo como tal quadro mudar dentro do sistema capitalista onde o Congresso Nacional virou a Casa dos Lordes, quase metade dela é composta de milionários que jamais irão sair das costas do povo trabalhador ou desempregado, uma bancada elitista que atribui a violência ao pobre, e não à pobreza e concentração de renda.
PT, PMDB, PSDB, DEM etc, não importa qual o partido, não são os partidos, são as pessoas lá colocadas por influência da grande mídia e o dinheiro das grandes empresas, símbolo máximo do capitalismo, é o modelo de democracia capitalista que está errado.
A sociedade civil que consegue enxergar além de seu próprio umbigo, que pensa na nação que quer deixar para seus filhos e netos, tem que se unir, independente de partidos, de correntes e linhas de filosofia política, em prol de uma nova proposta. Tudo que a direita capitalista quer é uma esquerda dividida e brigando entre si.
Ou acabamos com tudo isso, ou isso e eles, vão acabar conosco.

milionarios

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