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POR QUE SONHAR É PRECISO:

22 jul

marxismo-130421033349-phpapp01-thumbnail-4     A tese marxista central em relação ao Estado diz respeito à sua natureza de classe. Marx aceitava a descrição hegeliana, separação da sociedade civil e sociedade política (=Estado). Para Marx, ainda jovem e crítico, parecia correto que a sociedade civil representasse “o reino das carências individuais e dos fins particular-egoístas”. O Estado era visto como um corpo burocrático que, aparentemente, se encarregaria de representar os interesses gerais de toda sociedade. Mas isto seria o resultado de um longo e complexo processo de alienação da própria essência humana.

A concepção de Estado para Karl Marx surge a partir da propriedade privada e da divisão social do trabalho. Marx entendia o Estado Burguês como uma instituição a serviço da classe dominante, ou seja, a burguesia. O Estado gerado pelo modo de produção capitalista visa, na teoria de Marx, validar a exploração da mais-valia “legalmente” e manter a lei de propriedade privada. O Estado não é mais do que produto dessa alienação, outra coisa que nada mais é do que uma força organizada pelos proprietários para a defesa de seus privilégios.

Existe uma teoria marxista do Estado? Esta questão foi colocada por Norberto Bobbio na década de 1970. Para ela, em geral, aparecem duas respostas.

1ª) Não existe uma teoria marxista do Estado. O que existem são formulações genéricas, fragmentos, muitas vezes contraditórios entre si; portanto, não seria possível falar de uma teoria marxista de Estado e muito menos de uma teoria da transição do Estado capitalista para o Estado socialista. Esta é uma tese defendida por Bobbio e por grande parte dos teóricos sociais democratas. Lúcio Colleti chegará às mesmas conclusões, embora percorrendo caminhos diferentes. Para ele, Marx estava mais preocupado em teorizar o fim do Estado e, portanto, não havia interesse em construir uma teoria do Estado.

2ª) Existe uma teoria do Estado em geral e, até mesmo, uma teoria do Estado capitalista em particular. Estaria tudo lá, nas obras de Marx e Engels, complementadas por Lênin. Nada haveria para se acrescentar. Esta é a tese defendida pelos teóricos soviéticos e trotskistas.

A Ditadura do Proletariado é uma ideologia baseada em Karl Marx que pressupõe a tomada do poder pelos operários como o único modo de reverter a exploração capitalista. Defendia que a superioridade numérica e a capacidade revolucionária do proletariado se deveria traduzir num esforço de organização revolucionária contra a burguesia, de modo a desalojá-la do poder e assim eliminar a economia capitalista e as suas diferenças e desigualdades sociais

O desenvolvimento da consciência de classe e a exploração do capitalismo davam aos operários a condição de ser a classe social única com a capacidade de reverter a situação. Para isso, o proletariado deveria tomar o poder da burguesia através de uma revolução e implantar um regime do proletariado, regido com pulso firme, para minimizar as diferenças sociais e proporcionar o bem-estar coletivo.

A revolução proletária, o seu movimento, a sua amplitude, as suas conquistas só tomam corpo através da ditadura do proletariado. A ditadura do proletariado é o instrumento da revolução proletária, o seu órgão, o seu ponto de apoio mais importante, criado com o, fim, em primeiro lugar, de esmagar a resistência dos exploradores derrubados e consolidar as conquistas da revolução e, em segundo lugar, de levar a termo a revolução proletária, levar a revolução até a vitória completa do socialismo. Vencer a burguesia e derrubar o seu Poder é coisa que a revolução também poderia fazer sem a ditadura do proletariado. Mas esmagar a resistência da burguesia, sustentar a vitória e continuar avançando até o triunfo definitivo do socialismo, a revolução já não o poderia fazê-lo, se não criasse, ao chegar a uma determinada fase do seu desenvolvimento, um órgão especial, a ditadura do proletariado, o seu apoio fundamental .

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Publicado por em 22 de julho de 2014 em Notícias e política

 

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