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Moradores do Complexo do Alemão protestam por atenção do governo

10 abr

AGÊNCIA BRASIL (Vladimir Platonow – Repórter da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro) 

Ocupantes do prédio, no Complexo do Alemão, vivem em situações precáriasOcupantes do prédio, no Complexo do Alemão, vivem em situações precáriasOcupantes do prédio, no Complexo do Alemão, vivem em situações precárias

Um grupo de moradores do Complexo do Alemão, que ocupa há duas semana o prédio e o terreno de uma antiga fábrica de tecidos, protestou bloqueando duas das principais vias do bairro. Os policiais da (UPP) liberaram

Um grupo de moradores do Complexo do Alemão, que ocupa há duas semana o prédio e o terreno de uma antiga fábrica de tecidos, protestou bloqueando duas das principais vias do bairro Vladimir Platonow /Agência Brasil

Um grupo de moradores do Complexo do Alemão, que ocupa há duas semana o prédio e o terreno de uma antiga fábrica de tecidos, protestou hoje (10) bloqueando duas das principais vias do bairro: as avenidas Itaoca e Itararé. O Batalhão de Choque da Polícia Militar (PM) foi chamado em apoio aos policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) e usaram a força para liberar o trânsito. Os moradores pediam a atenção do governo para as condições precárias do local e querem ajuda para comprar casa própria.

O imóvel, um imenso galpão abandonado, foi todo loteado por barracos de compensado, limitando o espaço de cada família. O motivo da ocupação, segundo os moradores, é o alto preço dos aluguéis no complexo, que subiram muito depois do processo de pacificação, iniciado em novembro de 2010. A valorização dos imóveis estaria expulsando famílias sem condições de pagar.

“A minha casa virou Copacabana. O aluguel passou para R$ 400 e, o dono quer três meses de depósito. Eu tenho quatro filhos, um deles com câncer na cabeça. Por isso eu invadi”, contou a dona de casa Ana Paula Nascimento dos Santos, que foi despejada após cinco meses de atraso no aluguel. A renda da família está praticamente a zero, pois o marido, Sérgio Amaral da Silva, está desempregado.

A ocupação da antiga fábrica da Tuffy se assemelha a outra iniciada na última semana, a do prédio abandonado do Grupo Telemar, que controla a operadora de telefonia Oi, no bairro do Engenho Novo, também na zona norte.

Dentro do imóvel, no Complexo do Alemão, famílias estão morando em condições precárias, sem água nem banheiros. A pouca iluminação se dá por meio de algumas lâmpadas penduradas em fios sobre os barracos, mas que não conseguem clarear o ambiente, um intrincado labirinto de corredores estreitos, onde mal passa uma pessoa.

Um grupo de moradores do Complexo do Alemão, que ocupa há duas semana o prédio e o terreno de uma antiga fábrica de tecidos, protestou bloqueando duas das principais vias do bairro. Os policiais da (UPP) liberaram

Moradores do Complexo do Alemão fazem ocupação precária, sem água nem banheiroVladimir Platonow /Agência Brasil

“Nossa finalidade é conquistar nossa casa. Este galpão não é de ninguém, está abandonado. Nós não vamos quebrar nada, só queremosa  atenção do governo, da prefeitura e dos deputados, para que tenhamos nosso objetivo. Não estamos queimando ônibus nem tacando fogo na via. Mas o Choque está agindo de forma bruta, jogando granada de efeito moral. Está cheio de crianças de colo e de senhoras de idade”, protestou Rafael Henrique, uma das lideranças do grupo.

“O aluguel subiu bastante, depois da pacificação. Antes variava de R$ 250 a R$ 300. Agora está de R$ 400 a R$ 500. Já vi aluguel de R$ 1.000 aí na comunidade. O morador não tem condição de pagar isso tudo”, disse o estudante Luís Felipe Xisto. “Todo mundo que está aqui precisa de casa, mas o governo só quer comer nossos impostos, nosso dinheiro, e não ajuda ninguém. As crianças estão passando necessidade. Só eu tenho três filhos. Aqui não tem um banheiro nem água para tomar banho”, reclamou a auxiliar de serviços gerais Lais Matias do Nascimento.

O comandante da UPP do Complexo do Alemão, capitão Alexandre Lima Ramos, explicou aos manifestantes que o objetivo da tropa era somente garantir a segurança no protesto e evitar que as vias fossem bloqueadas com lixo ou fogueiras. “Nós estamos apenas garantindo o direito dos moradores se manifestarem. O único incidente foi quando um dos manifestantes lançou uma pedra contra uma van que furou o cerco e acabou acertando um policial. Nesse momento, nós usamos os meios necessários para conter a agressão. Voltamos a conversar com os moradores e a situação se normalizou”, contou o oficial. Segundo ele, não cabe à PM retirar os ocupantes do imóvel, sem um mandado de reintegração de posse, pois se trata de uma questão jurídica e social.

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Publicado por em 10 de abril de 2014 em DIREITO&SOCIEDADE

 

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