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Brasil reportou à FAO traços de transgênicos em alimentos importados

28 mar

País foi um dos que participaram da primeira pesquisa da agência sobre o tema e chegou a recusar milho dos EUA e linhaça do Canadá; já Bulgária e Irã encontraram traços de transgênicos em commodities exportadas pelo Brasil.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, fez uma pesquisa inédita sobre a presença de baixos níveis de transgênicos detectados em alimentos comercializados por vários países.

Entre 2002 e 2012, foram reportados à agência da ONU 198 incidentes de organismos geneticamente modificados que estavam em commodities não-transgênicas. No total, 75 países participaram da pesquisa.

Brasil

Os transgênicos foram misturados por acidente durante o processo, o embalo, o armazenamento ou o transporte de cereais e de alimentos.

Segundo a FAO, os incidentes causaram problemas de comércio e alguns carregamentos foram bloqueados. O Brasil foi um dos países que recusaram importações por duas vezes. A informação foi confirmada à Rádio ONU por Renata Clarke, responsável pela pesquisa da FAO.

De Roma, a especialista da FAO explicou que o primeiro caso ocorreu em 2009, quando o Brasil recebeu um lote de linhaça do Canadá e rejeitou o carregamento logo na chegada ao porto, ao confirmar a presença de transgênicos não-autorizados.

O outro bloqueio similar feito pelo Brasil foi em 2010, envolvendo milho importado dos Estados Unidos.

Baixos Níveis

Mas a FAO também foi notificada de situações similares envolvendo commodities brasileiras. Em 2007, a Bulgária não aceitou dois lotes de soja exportados pelo Brasil. O Irã também encontrou traços de transgênicos em milho e soja exportados pelo Brasil, mas não tomou nenhuma providência a respeito.

Renata Clarke, da FAO, garante que os traços de transgênicos encontrados nas commodites eram muito baixos, se comparados a milhões de toneladas de alimentos comercializadas diariamente.

Segundo a especialista, a preocupação dos consumidores deve ser mínima. Mas a situação é diferente nos casos onde os organismos geneticamente modificados não passaram por uma avaliação de segurança.

A FAO lembra que ainda não existe nenhum padrão internacional para definir ou quantificar o “baixo nível” de transgênicos em commodities.

Produção Brasileira

A Rádio ONU procurou o Ministério da Agricultura do Brasil para saber mais sobre o uso dos transgênicos no país. Segundo o Ministério, “esses produtos são avaliados pela Comissão Técnica de Biossegurança”, que autoriza a comercialização se considerar o produto seguro para a saúde humana e para o meio ambiente.

A lei brasileira permite a produção de soja, milho e algodão geneticamente modificados. Cerca de 90% da soja produzida no Brasil é transgênica; 70% do milho e 30% do algodão são geneticamente modificados. Segundo o Ministério da Agricultura, o principal objetivo da produção é o consumo.

A pesquisa da FAO tinha como foco os incidentes e não envolveu a discussão sobre os prós e os contras dos organismos geneticamente modificados.

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