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Cerco a cidades está matando crianças de fome na Síria

18 mar

Presidente da Comissão de Inquérito sobre a Síria, Paulo Sérgio Pinheiro, afirmou que a situação é “avassaladora” especialmente para bebês e crianças em idade mais tenra.

 

Os cercos impostos às cidades e vilarejos sírios, na maior parte pelo governo, mas também por forças rebeldes estão causando a morte de milhares de crianças por fome.

A constatação é parte da atualização do relatório da Comissão de Inquérito sobre a Síria.

Medicamentos e Comida

O documento foi apresentado, nesta terça-feira, em Genebra, na Suíça, pelo grupo que é liderado pelo professor brasileiro, Paulo Sérgio Pinheiro. Ele falou à Rádio ONU, de Genebra.

“A questão da violação dos direitos das crianças é uma situação avasssaladora. Especialmente por causa, especialmente, destes cercos que estão sendo feitos às cidades, feitos bastante intensamente pelo governo, mas também por grupos armados. E aí não deixam entrar medicamentos, comida, então este é um desastre para os bebês e especialmente as crianças em idade muito pequena.”

Influência Política

Os relatores afirmaram ainda que existe um senso dominante de desespero entre os sírios, e que a comunidade internacional continua paralisada sobre o fim da guerra. Eles voltaram a pedir aos países com influência política sobre as partes do conflito que parem de transferir armas para a região.

A Comissão lembrou que este armamento está sendo usado em crimes de guerra ou crimes contra a humanidade.

O representante da Síria na apresentação do relatório disse que a comissão continua sendo tendenciosa e parcial. Segundo a Síria, a comissão está se embasando na palavra de pessoas hostis ao país.

Derramamento de Sangue

Paulo Sérgio Pinheiro disse que a compaixão não é suficiente, e que não se pode mais sentar por vários anos em salas de conferência discursando e lamentando o derramamento de sangue nas ruas da Síria.

O relatório sobre a situação dos direitos humanos na Síria foi compilado com base em 2,7 mil entrevistas. Pinheiro explicou que não falta informação sobre crimes e autores do crimes, mas sim os meios para promover justiça e prestação de contas.

O presidente da comissão afirmou que tem uma lista com nomes de unidades militares, indivíduos e entidades, assim como grupos armados responsáveis por violações documentadas de direitos humanos.

Também presente à sessão, a representante do Brasil lamentou que o relatório tenha demonstrado a tragédia humana e o perigo de que o conflito se alastre pela região. Segundo o Brasil, tentativas de politizar a entrega de assistência humanitária devem ser condenadas.

Cerca de 9 milhões de pessoas, equivalentes a um terço da população síria, tiveram que fugir de suas casas por causa da guerra e mais de 100 mil morreram desde março de 2011.

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Publicado por em 18 de março de 2014 em Notícias e política

 

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