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PT e PMDB terão nova reunião para discutir alianças regionais, diz Raupp

10 mar

BRASÍLIA, 10 Mar (Reuters) – Os presidentes do PMDB e do PT, aliados que têm protagonizado um clima tenso nos últimos dias, devem se reunir ainda nesta semana para discutir alianças regionais para as eleições de outubro, um dos principais ingredientes do mal-estar entre as duas siglas, afirmou nesta segunda-feira o presidente peemedebista, senador Valdir Raupp (RO).

De acordo com Raupp, a nova reunião, que também contará com a presença do ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, ficou acertada após encontro com a presidente Dilma Rousseff na manhã desta segunda-feira.

“Nós vamos possivelmente até quinta-feira marcar mais uma reunião com a cúpula do PMDB e do PT para discutir as alianças regionais, que estão causando nesse momento o maior estresse, o maior problema”, disse Raupp a jornalistas.

“Há uma possibilidade de o Partido dos Trabalhadores abrir para discussão mais uns cinco, seis Estados, que ainda não estavam sendo discutidos, para alianças com o PMDB”, afirmou, sem dizer quais seriam esses Estados.

No cardápio das tensões entre petistas e peemedebistas, que desde o início do governo Dilma nunca tiveram uma relação perfeitamente harmoniosa, estão a condução da reforma ministerial que a presidente tem feito para acomodar sua base, as alianças regionais na eleição deste ano e a relação de Dilma com o Congresso.

O acirramento chegou ao ponto de haver trocas de acusações entre lideranças das duas siglas, envolvendo inclusive o presidente do PT, Rui Falcão, e o líder da bancada peemedebista na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), que chegou a propor um rompimento da aliança PT-PMDB.

No âmbito regional, a situação é grave no Rio de Janeiro, onde petistas querem apresentar candidatura própria, do senador Lindbergh Farias, em vez de apoiar a candidatura do atual vice-governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), e no Ceará, Estado onde Dilma tem preferência por apoiar o governador Cid Gomes (Pros) a fazer seu sucessor. O líder da bancada peemedebista no Senado, Eunício Oliveira, no entanto, não abre mão de disputar o governo cearense.

“Não podemos é dinamitar as pontes, as pontes têm que estar sempre intactas para que a gente possa continuar avançando, conversando”, disse Raupp a jornalistas, acrescentando que o partido preferencial para a formação de alianças do PMDB, que tem o vice-presidente Michel Temer, é o PT e vice-versa, nos moldes da aliança nacional.

Dilma passou a manhã discutindo o assunto com dirigentes do PMDB –Raupp, Temer, o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), além de Eunício.

Segundo Eunício, a conversa foi produtiva, uma vez que Dilma reafirmou a importância do PMDB.

“A presidente disse que quer qualificar a relação. Que o PMDB é um partido essencial e primordial na relação dela. E que desqualificar o PMDB, enfraquecer o PMDB atinge inclusive o governo”, afirmou o líder.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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Publicado por em 10 de março de 2014 em POLÍTICA

 

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