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Fiscalização em SP vai identificar motoristas que usaram drogas como maconha e cocaína

09 fev

Os motoristas que forem parados em blitze policiais no estado de São Paulo poderão ser submetidos ao teste de um novo equipamento, capaz de identificar o uso de drogas. Por meio da saliva, será possível detectar, em dez minutos, o consumo de cocaína, maconha, metanfetamina, fenilciclidina (conhecida também pela sigla PCP) e opiáceos.

Na capital paulista, as blitze já começam neste carnaval, durante a madrugada (entre a meia-noite e as 5h). Serão feitas três dessas operações por noite, sendo empregados 20 aparelhos capazes de detectar uso de drogas em cada uma. Além disso, mais de 3 mil policiais devem intensificar a fiscalização em todo o estado.

A operação de fiscalização no estado passará a ser conjunta, com a participação da Policia Militar, Polícia Civil, com delegado e investigador, e Polícia Técnico-Científica, que levará peritos. Com isso, o boletim de ocorrência poderá ser feito na mesma hora.

De acordo com o governador Geraldo Alckmin, os novos equipamentos de identificação de drogas só serão usados com motoristas que apresentarem comportamento alterado e cujo teste do bafômetro não tenha acusado embriaguez. “Se tiver suspeita, o bafômetro não deu nada, mas a pessoa está totalmente alterada, você pede que ela faça o exame da saliva”, disse.

O projeto piloto do programa começou na madrugada de ontem (8), mas ninguém foi submetido ao teste de drogas. Foram autuadas 24 pessoas por dirigirem alcoolizadas, com seis prisões.

A blitz integrada terá também um monitoramento inteligente que usa filmagem. Assim, a cada cinco carros que passam, um é parado. Segundo Alckmin, no teste de ontem, dos 914 veículos que passaram pela operação policial, 218 foram abordados.

O motorista flagrado pelo teste de drogas será enquadrado pelo Artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que prevê detenção de seis meses a três anos. O condutor poderá ter de pagar multa R$ 1.915,40 e ter o veículo apreendido. No caso de pessoas que se recusam a fazer o teste, o policial que atendeu a ocorrência e o delegado de polícia vão registrar as condições apresentadas pelo motorista. Esses dados, detalhando os sinais de alteração motora do acusado, poderão ser usados posteriormente em uma ação judicial.

Segundo Alckmin, o programa será estendido gradualmente para o interior do estado e vai trazer outras ações de conscientização. O governo vai distribuir ainda 300 mil kits com folhetos, canetas, chaveiro, adesivo para carro e um bafômetro descartável.

Agência Brasil

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Publicado por em 9 de fevereiro de 2013 em Notícias e política

 

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